A caça furtiva de vida selvagem continua sendo uma preocupação ambiental em San Juan, especialmente nesta temporada de inverno onde aumentam as capturas ilegais, principalmente de aves.
Assim confirmou Ezequiel Salomón, diretor de Conservação da Secretaria de Meio Ambiente ao Diário La Provincia SJ, que indicou que já foram registradas cerca de 100 infrações em 2024, com a maioria relacionada ao tráfico de aves capturadas vivas.
“Desde o início do ano não paramos de detectar infrações. O pico ocorre no inverno, quando a atividade furtiva se intensifica”, explicou Salomón. Entre as espécies mais afetadas estão os canários, pintassilgos e diucas, capturadas para sua comercialização ilegal como animais de estimação.
Zonas de maior conflito e ampliação territorial
As operações se concentram em departamentos considerados “pontos quentes”, como Caucete, Albardón, 25 de Mayo e Ullum. O aumento no número de infrações – superior aos anos anteriores como 2022 e 2023 – deve-se, em parte, ao aumento dos controles e cobertura territorial, incluindo áreas que anteriormente não eram fiscalizadas.
As intervenções incluem:
- Controles em estradas provinciais.
- Buscas com a Polícia, muitas vezes no contexto de investigações de outros crimes.
- Levantamento de denúncias anônimas, que permitem detectar gaiolas e exemplares capturados.
Multas e aplicação da legislação contra a caça furtiva
Conforme explicado por Salomón, as penalidades são determinadas pelos Tribunais de Falta ou de Paz, dependendo da jurisdição. “Na Secretaria do Meio Ambiente elaboramos as infrações, mas não temos competência para fixar as multas”, esclareceu.
A captura, posse e comercialização de vida selvagem são proibidas por lei em San Juan, e seu não cumprimento constitui uma infração ambiental grave.
Um apelo à cidadania: denunciar o mascote ilegal
As autoridades destacaram que o mascote ilegal continua profundamente enraizado na cultura, o que favorece a continuidade dessas práticas.
Desde a Secretaria do Meio Ambiente, instaram a população a denunciar qualquer situação suspeita, a fim de contribuir para a proteção da biodiversidade local e deter o tráfico de espécies autóctones.



