Organizações ambientais, pesquisadores e moradores expressaram sua preocupação e acenderam um alerta ambiental em Rosário, Santa Fé.
Denunciam a recente concessão de 30 anos da Ilha dos Mástiles, uma área natural protegida localizada no Delta do Paraná, em frente à cidade de Granadero Baigorria.
Alerta ambiental e indignação em Santa Fé: o que está acontecendo na Ilha dos Mástiles
A medida foi aprovada pelo Conselho Deliberativo local, que concedeu o uso do terreno a um empreendimento turístico privado.
A ilha, que faz parte do Parque Regional do Norte, é reconhecida como uma zona de alto valor ecológico por seus pântanos, biodiversidade e serviços ecossistêmicos.
Apesar de seu status de proteção, a empresa concessionária poderá realizar lá atividades turísticas, comerciais, esportivas e culturais durante três décadas, algo que gerou fortes questionamentos.
Como é a Ilha dos Mástiles, no Delta do Paraná. (Foto: Taller Ecologista).
Desde a organização O Paraná Não se Toca, juntamente com outras entidades ambientalistas, alertam que essa decisão viola a regulamentação ambiental vigente. Coloca em risco a flora, a fauna e o equilíbrio do ecossistema da ilha.
Denunciam que o processo foi realizado sem uma audiência pública ou estudos de impacto ambiental prévios, em oposição ao princípio de participação cidadã e precaução ambiental.
“É uma área de pântanos fundamentais para a regulação hídrica e a conservação de espécies. Não se pode conceder uma área protegida como se fosse um terreno baldio”, afirmaram do coletivo.
Além disso, destacaram que esse tipo de concessões estabelece um precedente perigoso. O que abre a porta para a privatização de espaços naturais essenciais para o equilíbrio climático e a biodiversidade.
A Ilha dos Mástiles também possui valor social e educativo: nos últimos anos, tem sido utilizada como espaço de pesquisa, educação ambiental e recreação responsável.
Por isso, os ambientalistas exigem que o município reverta a medida e respeite o caráter público e protegido deste território.
A importância dos pântanos.
Por que os pântanos são essenciais para proteger a biodiversidade
Esta alerta ambiental coloca novamente em pauta a importância de conservar os pântanos e reforçar as políticas de proteção ambiental.
Nesses ecossistemas, que cobrem apenas 6% da superfície da Terra, habita 40% de todas as espécies de plantas e animais.
Por isso, são um tesouro extremamente valioso para conservar a biodiversidade do planeta e evitar o avanço do aquecimento global. Os ecossistemas de pântanos, que cobrem aproximadamente 12,1 milhões de quilômetros quadrados ao redor do mundo, estão em perigo.



