O Governo do México anunciou a proibição definitiva do uso, produção, comercialização e importação de 35 pesticidas altamente tóxicos, em uma ação conjunta das Secretarias de Agricultura, Economia, Meio Ambiente e Saúde.
A medida, publicada no Diário Oficial da Federação, representa um marco histórico na proteção da saúde pública e da biodiversidade, e busca alinhar o país com os padrões internacionais mais exigentes.
Compromisso ambiental e sanitário: uma dívida saldada
A presidente Claudia Sheinbaum destaca o impacto positivo para a saúde dos mexicanos e do ambiente natural.
“Muitos desses pesticidas já são proibidos em dezenas de países. O México precisava avançar nessa direção”, afirmou Sheinbaum.
A decisão atende a uma demanda histórica de organizações ambientais e científicas, que alertavam sobre os efeitos tóxicos dessas substâncias em humanos, animais e ecossistemas.
Substâncias proibidas: impacto e antecedentes internacionais
Os compostos vetados estão incluídos em convenções globais como Basilea, Estocolmo e Roterdã.
O secretário de Agricultura, Julio Berdegué Sacristán, detalhou que entre os pesticidas proibidos estão:
- Aldicarb: inseticida altamente tóxico por contato
- Carbofurano: proibido no Canadá e Europa
- Endosulfan: ligado a danos neurológicos em bebês, vetado em mais de 50 países
- DDT: proibido globalmente por seus efeitos persistentes
Essas substâncias têm sido associadas a intoxicações agudas, câncer, alterações hormonais e degradação ambiental irreversível.
Agricultura moderna e responsável: rumo ao “Segundo Piso” da Quarta Transformação
O decreto faz parte de uma estratégia escalonada que continuará em 2026 e 2027.
O governo anunciou que esta é a primeira fase de um plano integral, que contempla:
- Novas listas de substâncias proibidas em 2026 e 2027
- Transição progressiva para produtores agrícolas
- Promoção de alternativas sustentáveis e práticas agroecológicas
Esse enfoque busca reduzir a dependência de químicos perigosos e promover uma agricultura regenerativa, segura e competitiva.

Sustentabilidade na agricultura: chave para a saúde, segurança alimentar e biodiversidade
O setor agrícola representa uma oportunidade para liderar a transição ecológica na América Latina.
A agricultura sustentável implica:
- Uso racional de insumos e fertilizantes
- Proteção de polinizadores e fauna silvestre
- Redução da poluição em solos e águas
- Condições de trabalho seguras para os trabalhadores rurais
A proibição desses pesticidas fortalece a segurança alimentar, protege as comunidades rurais e contribui para a resiliência dos ecossistemas diante das mudanças climáticas.
Apelo à ação: construir um campo mexicano mais justo e sustentável
O governo convoca produtores, empresas e sociedade civil a se unirem a essa transformação.
“Este é um esforço coletivo por um campo mais próspero, seguro e responsável”, destacou Berdegué.
Assim, o México reafirma seu liderança regional na adoção de práticas agrícolas responsáveis, e lança as bases para uma nova era agroecológica, onde a saúde humana e a integridade ambiental são prioridades compartilhadas.



