Três espécies emblemáticas entram no Centro de Conservação da Vida Selvagem de San Luis para recuperação.

O Centro de Conservação da Vida Selvagem (CCVS) de San Luis recentemente recebeu três exemplares de fauna nativa: um coruja-orelhuda, um pichi chorão e um urutau, todos característicos dos ecossistemas provinciais.

Atualmente, os animais estão em quarentena sanitária, sob avaliação veterinária, com o objetivo de garantir sua recuperação integral.

Alimentação específica e cuidados personalizados

A equipe técnica do CCVS prioriza uma alimentação adequada para cada exemplar.

Por exemplo, o urutau (Hydropsalis torquata), ave noturna de voo ágil, se alimenta de insetos como besouros, borboletas, mosquitos e mariposas. Esse enfoque permite restaurar sua saúde e prepará-los para uma eventual reintegração ao meio natural.

Biodiversidade e equilíbrio ecológico: o valor da fauna nativa

A proteção da fauna silvestre é essencial para manter o equilíbrio ecológico. Os animais nativos contribuem para:

  • Polinização de plantas
  • Dispersão de sementes
  • Controle de populações de insetos e roedores
  • Saúde do solo e estabilidade dos ecossistemas

Sua conservação não beneficia apenas a natureza, mas também o bem-estar humano e a prevenção de doenças zoonóticas.

Conhecendo as espécies: comportamento e distribuição

Três protagonistas da fauna de San Luis com papéis ecológicos e culturais.

  • Pichi chorão (Chaetophractus vellerosus): o tatu-peludo é o tatu mais pequeno, com seis bandas móveis e hábitos noturnos e escavadores. Habita ambientes semiáridos do Gran Chaco e do Monte, e se alimenta de insetos, carniça e vegetais.
  • Urutau: ave migratória de plumagem camuflada, realiza viagens de até 6.800 km. Descansa no chão durante o dia e caça insetos em voo durante a noite. Em culturas indígenas, é considerado um símbolo espiritual da natureza.
  • Coruja-orelhuda (Asio clamator): coruja de tamanho médio, com excelente audição e visão noturna. Caca roedores, aves pequenas e insetos, e possui um voo silencioso que o torna um predador eficaz. É territorial e vocal, especialmente na época reprodutiva.
vida silvestre san luis
Um coruja-orelhuda foi admitido no Centro de Conservação da Vida Selvagem de San Luis

Cidadania ativa: chave para a conservação

As admissões recentes no CCVS foram possíveis graças à colaboração cidadã, que através de avisos e denúncias permitiu resgatar exemplares vítimas de tráfico ilegal, domesticidade ou acidentes. Esse compromisso demonstra que a proteção da fauna é uma responsabilidade compartilhada.

“Nosso papel é decisivo. Cada ação conta para preservar a biodiversidade de San Luis”, destacam da pasta ambiental.

É importante saber que, se observar ou tiver conhecimento de tráfico ilegal e venda de animais silvestres, o melhor é denunciar, ligando para o escritório de Fauna no telefone 2664-452000, ramal 3372, fornecendo o máximo de dados possível: procedência geográfica e horário.

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