A Cúpula Climática da ONU, realizada em Nova York, reuniu líderes globais que alertaram sobre a falta de ambição diante de uma crise climática cada vez mais evidente.
As intervenções refletiram um consenso: o tempo está se esgotando e as consequências já se fazem sentir na forma de desastres naturais, perda de biodiversidade e desigualdade social.
Espanha: incêndios e compromisso europeu
Pedro Sánchez propõe reduzir 90% das emissões até 2040 e combater a desinformação climática.
O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, denunciou que a emergência climática avança enquanto a ambição retrocede, após um verão marcado por incêndios que devastaram 400.000 hectares, no ano mais quente registrado.
Espanha e a União Europeia trabalham em uma redução de 90% das emissões até 2040, com três eixos principais:
- Reforçar o financiamento internacional
- Combater a desinformação, aderindo à Iniciativa Global para a Integridade da Informação
- Melhorar a prevenção diante de fenômenos extremos
Os incêndios na Espanha foram um tema discutido na Cúpula Climática da ONU
Chile e Brasil: justiça climática e metas concretas
Gabriel Boric e Lula da Silva pedem uma transição justa e avanços na COP30.
Do Chile, Gabriel Boric solicitou atualizar as metas climáticas e denunciou a injustiça dos discursos negacionistas, que transferem o custo da inação para os países mais pobres. O Chile se compromete com o fechamento das centrais a carvão em 2035 e com a neutralidade de carbono em 2050.
Por sua vez, Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, instou a apresentar avanços concretos na COP30, que será realizada em seu país em 2025. “Ninguém está a salvo dos efeitos das mudanças climáticas. As fronteiras não deterão as tempestades”, afirmou.
Contrastes globais: avanços na China, negação nos EUA
Xi Jinping anuncia cortes nas emissões enquanto Donald Trump rejeita a crise climática.
O presidente da China, Xi Jinping, reafirmou seu compromisso com a ação climática, anunciando uma redução de emissões entre 7 e 10% até 2035. Em contraste, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, qualificou as mudanças climáticas como “o maior embuste já perpetrado”, rejeitando os esforços internacionais.
Por que agir agora: saúde, equidade e sustentabilidade
A crise climática ameaça a vida humana e o futuro do planeta.
- Impacto na saúde pública: doenças, escassez de água e alimentos
- Catástrofes naturais: furacões, secas e inundações mais frequentes
- Dano aos ecossistemas: perda de biodiversidade e alteração de habitats
- Justiça social: os mais vulneráveis são os mais afetados
Soluções urgentes: do indivíduo ao sistema
Ações individuais, políticas públicas e inovação tecnológica são fundamentais para enfrentar a crise.
- Ações individuais: economia de energia, mobilidade sustentável, consumo responsável
- Ações coletivas: energias renováveis, eficiência energética, participação comunitária
- Inovação: tecnologias limpas, construção bioclimática e design sustentável



