China lidera a transição energética global e encabeça os rankings em energia solar, eólica e hidroelétrica, e reforça seu compromisso climático com ações internas e cooperação internacional.
China se destaca como líder mundial em energias renováveis, com números que superam amplamente os de outros países. De acordo com dados da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), até o final de 2024, o país possuía:
- 887 GW de energia solar fotovoltaica
- 525 GW de energia eólica
- 435 GW de energia hidroelétrica
Esses números quadruplicam ou quintuplicam as capacidades dos Estados Unidos, consolidando a China como referência absoluta na transição energética global.
Contribuições Nacionais e metas para 2035
A China se compromete a reduzir emissões e multiplicar sua capacidade renovável seis vezes em relação a 2020.
Na Cúpula Climática das Nações Unidas 2025, o presidente Xi Jinping apresentou as Contribuições Determinadas em Nível Nacional (NDC) da China para 2035, que incluem:
- Redução de emissões líquidas de GEE entre 7% e 10% desde seu pico histórico
- Expansão de energia solar e eólica até atingir 3.600 GW instalados
“Preservemos o planeta Terra, o lugar que chamamos de lar”, disse Xi em seu discurso.
A China mantém seu objetivo de atingir o pico de emissões antes de 2030 e alcançar a neutralidade de carbono antes de 2060.
Comércio de carbono e ferramentas de política climática
O mercado nacional de carbono atinge números recordes e os mecanismos voluntários de redução são ampliados.
Desde 2021, a China opera um mercado nacional de carbono que, em 2025, alcançou:
- 189 milhões de toneladas comercializadas
- 18.100 milhões de iuanes em transações (USD 2.540 milhões)
Esse sistema ajudou a reduzir a intensidade de carbono do setor elétrico em 10,8% em relação a 2018. Além disso, foi lançado um mercado voluntário de reduções de emissões, ampliando as ferramentas de política climática.
China avança com os megaprojetos em energia solar. Foto: China.org.
Restauração ecológica e qualidade ambiental
Reflorestamento em massa e melhoria da qualidade do ar urbano como pilares do desenvolvimento verde.
Entre 2012 e 2024, a China reflorestou uma área equivalente a mais que o dobro do tamanho da Alemanha. Em 2024:
- 222 cidades atenderam aos padrões de qualidade do ar
- PM2.5 caiu para 29,3 µg/m³
- 87,2% dos dias tiveram boa qualidade do ar
Cooperação internacional e apoio a países em desenvolvimento
A China impulsiona projetos de energia limpa e resiliência climática na África, Ásia e América Latina.
Desde 2016, a China mobilizou 177.000 milhões de iuanes para apoiar 42 países em desenvolvimento, com 54 acordos climáticos. Exemplos destacados:
- Usina solar de Garissa (Quênia): abastece 70.000 lares
- Parque eólico De Aar (África do Sul)
- Projetos hidrelétricos em Ruanda
Também oferece consultoria técnica, ferramentas de satélite e desenvolvimento de capacidades, como o apoio prestado a Tonga após a erupção vulcânica de 2022.
Governança climática e visão global
A China propõe uma comunidade internacional unida diante do desafio climático.
“Nenhum país pode resolver o risco climático sozinho”, afirmou Xi. A China promove o princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas, instando os países desenvolvidos a liderar a redução de emissões e apoiar financeiramente as nações em desenvolvimento.



