O Instituto de Conservação Florestal (ICF) informou que durante a temporada de 2026 os incêndios florestais devastaram 65 mil hectares em Honduras.
O diretor do organismo, José Armando Ramírez, alertou sobre os graves impactos ambientais e a afetação direta a bacias hidrográficas que abastecem de água comunidades rurais e urbanas.
“Vários incêndios atingiram áreas de importância hídrica, o que aumenta o risco de deterioração nas fontes de abastecimento de água”, destacou Ramírez.
Regiões mais afetadas
40% da área danificada está concentrada nos departamentos de Olancho e Cortés, historicamente vulneráveis aos sinistros.
Em Cortés, a reserva de El Merendón foi protegida graças ao trabalho conjunto da Prefeitura de San Pedro Sula, do Corpo de Bombeiros e das Forças Armadas, que conseguiram conter danos maiores.
Causas principais
As autoridades identificaram como fatores recorrentes:
- Queimadas agrícolas para preparar terrenos.
- Queima de lixo em zonas rurais.
- Incêndios provocados de maneira intencional.
Essas práticas geram perdas econômicas, ambientais e colocam em risco brigadistas e comunidades.
Impacto na fauna
O Corpo de Bombeiros informou que mais de 900 animais silvestres foram resgatados durante a temporada. Entre eles:
- Corujas e mochos.
- Serpentes.
- Veados, especialmente em áreas próximas a Cantarranas e Valle de Ángeles.
Muitos exemplares foram encontrados feridos, desorientados ou debilitados pela falta de alimento e água. Alguns precisaram ser transferidos para centros de atendimento temporário para receber cuidados antes de serem liberados em áreas seguras.
Consequências sobre a água e os solos
Os incêndios provocaram:
- Diminuição de caudais em riachos e rios.
- Secagem de fontes naturais em várias comunidades.
- Redução da capacidade dos solos para reter água.
- Maior risco de secas, erosão e deslizamentos durante a temporada chuvosa.

Apelo à prevenção e restauração
Ramírez insistiu que a prevenção é a ferramenta mais eficaz contra os incêndios florestais. O ICF pediu aos produtores agrícolas que planejem as queimadas, estabeleçam faixas corta-fogo e solicitem acompanhamento técnico.
Além disso, convocou-se a população a participar de jornadas de reflorestamento e restauração ambiental, fundamentais para proteger as reservas de água, melhorar o microclima e conservar os ecossistemas.
Contexto climático
Honduras enfrenta temporadas de incêndios cada vez mais intensas, impulsionadas por:
- Altas temperaturas.
- Secas prolongadas.
- <strongCondições extremas derivadas das mudanças climáticas.
As autoridades mantêm operações de vigilância e resposta em diferentes regiões, enquanto organizações ambientalistas reivindicam o fortalecimento das políticas de proteção florestal e a ampliação das ações de reflorestamento.
Os incêndios florestais de 2026 em Honduras evidenciam uma crise ambiental que afeta florestas, fauna, água e comunidades.
A magnitude dos danos reforça a necessidade de consciência cidadã, prevenção ativa e políticas de restauração para mitigar os efeitos de um fenômeno que a cada ano se intensifica.



