A Rota Patagônia Azul se estende de Comodoro Rivadavia até Trelew, alinhavando penhascos coloridos, florestas fósseis e refúgios marinhos intactos.
Este itinerário costeiro se posiciona como um dos percursos mais cativantes e menos explorados do sul argentino, oferecendo paisagens que combinam geologia, biodiversidade e cultura marítima.
Rocas Coloradas: portal sul da viagem
O ponto de partida natural é Comodoro Rivadavia, com a Área Natural Protegida Rocas Coloradas como cartão de apresentação.
- Formações argilosas em tons cobres, ocres e vermelhos que caem sobre o Atlântico.
- Sítios icônicos como o Vale Lunar e o Monte de Meteoritos, que evocam paisagens de outro planeta.
- Uma floresta petrificada com troncos fósseis de mais de 60 milhões de anos incrustados no solo estepario.
Este patrimônio geológico redefine a identidade turística de Comodoro, que deixa de ser vista como cidade de passagem para se tornar o portal de um corredor costeiro único.
Camarones e o Parque Provincial Patagônia Azul
A rota conecta localidades como Rada Tilly, Caleta Córdova, Bahía Bustamante, Cabo Dos Bahías e finalmente Camarones, onde se desdobra o Parque Provincial Patagônia Azul.
- Arquipélago de 60 ilhas em frente à costa.
- Observação de cormorões, petréis, pinguins de Magalhães, baleias jubarte e toninhas.
- Caminhadas solitárias por praias extensas e restos fósseis de antigos camelídeos e protoornitorrincos.
Este conjunto de atrativos permite que cada escala complemente a outra, gerando um tecido de cooperação turística que potencializa toda a região.

A baleia sei: protagonista do ecoturismo
O Golfo San Jorge se tornou cenário de um marco mundial: a presença sustentada da baleia sei, a terceira espécie mais grande do planeta e a mais veloz nos oceanos.
- Comodoro Rivadavia é hoje o único lugar do mundo onde pode ser observada tão de perto a partir de embarcações turísticas.
- A experiência combina ciência e aventura, consolidando a cidade como epicentro do turismo náutico.
- Serão adicionadas atividades como mergulho e snorkel com leões-marinhos em florestas de macroalgas.
Este fenômeno científico e turístico posiciona a Patagônia Azul como um destino de escala internacional.
Impacto turístico e social
A Rota Patagônia Azul transformou a dinâmica do turismo na região:
- Predominam viajantes independentes e grupos pequenos interessados em conservação, fotografia e trilhas.
- Distribui-se o fluxo de visitantes durante todo o ano, rompendo a sazonalidade tradicional.
- Gera impacto econômico direto em hotelaria, gastronomia, guias especializados e comércios locais.
A articulação entre municípios evita a competição e fomenta a cooperação, fazendo com que cada localidade contribua com sua singularidade ao percurso.
A Rota Patagônia Azul revela um litoral chubutense que durante décadas permaneceu em segundo plano frente à cordilheira.
Hoje, com seus penhascos avermelhados, florestas fósseis e a presença única da baleia sei, se consolida como um corredor turístico e científico de escala internacional, capaz de surpreender aqueles que se atrevem a explorar a imensidão selvagem do Atlântico patagônico.



