Colômbia assumiu esta semana a liderança temporária da CMAR, a aliança regional que busca proteger o oceano Pacífico.
A ministra do Meio Ambiente, Lena Estrada Añokazi, assumiu a Presidência pro tempore do Corredor Marinho do Pacífico Oriental Tropical (CMAR).
A aliança que busca proteger o oceano Pacífico e o papel da Colômbia
A ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Lena Estrada Añokazi. (Foto: X).[/caption>
Estrada Añokazi, à frente do Governo da Mudança, assumiu o papel de liderança. Trata-se de uma aliança regional que, há mais de duas décadas, protege um dos tesouros marinhos mais ricos e diversos do planeta.
A cerimônia de transmissão ocorreu na Chancelaria do Panamá, onde a ministra assumiu o cargo do atual presidente, seu colega panamenho Juan Carlos Navarro.
“Trabalharemos para que o CMAR seja uma iniciativa que impulsione ações que abordem a tripla crise planetária: as mudanças climáticas, a poluição e a perda de biodiversidade”, expressou.
“Atualmente existem aproximadamente 200 milhões de toneladas de plástico nos oceanos, comprometendo sua capacidade de mitigar as mudanças climáticas e impactando a perda de espécies nas áreas nucleares do corredor”, acrescentou Estrada Añokazi.
“É necessário colaborar como países da CMAR para alcançar um tratado global para deter a poluição por plásticos, que reduza a produção e o consumo e aborde essa ameaça desde a raiz”, explicou.
“Além disso, precisamos colaborar regionalmente para enfrentar as principais ameaças do corredor, incluindo a pesca ilegal não declarada e não regulamentada”, destacou a funcionária.
Nesse sentido, ela informou que, sob sua presidência, buscará transformar o CMAR em uma iniciativa que contribua para melhorar as condições de vida das comunidades costeiras.
Muitas delas são comunidades étnicas que historicamente foram esquecidas e vulneráveis.
“Devemos garantir que todas as ações que empreendemos sejam feitas em conjunto com essas comunidades, fortalecendo uma abordagem que territorialize os benefícios da ação regional”, frisou.
O Corredor marinho oriental tropical
Nesse sentido, a ministra ressaltou o trabalho dos guardas-parques na conservação desse Corredor marinho.
Por isso, acrescentou que, com o apoio dos Parques Nacionais Naturais da Colômbia, será promovida a internacionalização do corredor, que possui lições aprendidas para a negociação e cumprimento de compromissos internacionais em matéria ambiental.
“Contribuiremos com nossa experiência na gestão de áreas marinhas protegidas para fortalecer essa aliança regional”, acrescentou o diretor dos Parques Nacionais Naturais da Colômbia, Luisz Olmedo Martínez.
“As áreas que compõem o Corredor na Colômbia são laboratórios vivos de conservação, pesquisa e governança participativa. Trabalharemos para consolidar a internacionalização do corredor, contribuir para o cumprimento de compromissos globais e posicionar o CMAR como um modelo de cooperação eficaz para enfrentar a crise climática e proteger a biodiversidade marinha“, expressou.
Busca-se proteger a biodiversidade que abriga o oceano Pacífico.
Uma joia para a biodiversidade
O CMAR, criado em 2004, reúne os quatro países para conservar uma região oceânica de mais de 2 milhões de quilômetros quadrados.
Essa região abriga 10 áreas marinhas protegidas de alto valor ecológico. Entre elas Cocos, Bicentenário, Coiba, Cordilheira de Coiba, Galápagos, Fraternidade, Gorgona, Colinas e Lomas, Yuruparí e Malpelo.
Os espaços estão interconectados por corredores migratórios de espécies emblemáticas como tubarões, tartarugas, baleias e aves marinhas.
Estima-se que mais de 160 espécies endêmicas e migratórias habitem lá, muitas delas atualmente em risco. Sua proteção não apenas resguarda a biodiversidade, mas também serviços ecossistêmicos essenciais para milhões de pessoas que dependem dos recursos marinhos.



