As “abelhas assassinas” avançam pelos Estados Unidos se tornando uma ameaça que preocupa os habitantes.

Com o aumento das temperaturas e a expansão do clima árido, **uma espécie de abelha híbrida está ganhando terreno nos Estados Unidos**. Trata-se das abelhas africanizadas, conhecidas por seu **comportamento altamente defensivo**, que já foram detectadas em 13 estados. [Sua presença](https://noticiasambientales.com/ciencia/un-estudio-argentino-revela-como-los-agroquimicos-afectan-a-las-abejas-y-comprometen-la-polinizacion/) gera preocupação pelos **ataques a pessoas e animais** registrados recentemente.

Embora essas abelhas não possuam um veneno mais potente que seus parentes europeus, **respondem com um número muito maior de indivíduos quando percebem uma ameaça**. Isso faz com que situações cotidianas, como cortar a grama ou podar uma árvore, possam desencadear ataques em massa com consequências graves.

As **vítimas humanas** não são as únicas afetadas: **cavalos, cães e gado** sofreram picadas ao se encontrarem nas imediações de colmeias perturbadas. Essa expansão para o norte parece estar vinculada às mudanças climáticas, que criam condições mais favoráveis para sua reprodução e sobrevivência.

![Abejas africanizadas, también conocidas como “abejas asesinas”. Foto: Inicio Enciclopedia.](https://storage.googleapis.com/media-cloud-na/2025/06/abeja-africanizada-2.jpg)
## Uma expansão que preocupa: as “abelhas assassinas”
O **sul da Flórida** é um dos principais focos, com **enxames selvagens que já mostram ascendência africana**. Também há registros no Texas, Califórnia, Arizona, Novo México e Nevada, onde o clima árido se assemelha ao das regiões africanas onde essas abelhas evoluíram. Embora em estados com climas mais úmidos a expansão tenha sido mais lenta, as previsões **para 2050** indicam que **poderão se estabelecer até em áreas montanhosas ou mais temperadas**.

As abelhas africanizadas **surgiram no Brasil a partir do cruzamento entre subespécies europeias e africanas** introduzidas para melhorar a produção de mel. Após a liberação acidental de várias rainhas na década de 50, sua expansão foi imparável. Em 1990 chegaram ao Texas e desde então se espalharam por grande parte do sudoeste dos Estados Unidos.

À primeira vista, é difícil distingui-las das abelhas comuns. **Apenas análises genéticas ou morfológicas permitem identificá-las**. No entanto, os enxames ferais – aqueles sem manejo apícola – são os mais perigosos. Por isso, a regulação e o [controle de colmeias](https://noticiasambientales.com/animales/pesticidas-un-peligro-para-las-abejas-sin-aguijon/) são fundamentais para evitar a proliferação dessas populações mais agressivas.
## Como agir diante de uma ameaça
As recomendações para **evitar ataques** incluem **não manipular árvores ou maquinaria perto de enxames**, **manter-se afastado de colmeias visíveis e não tentar exterminá-las sem ajuda profissional**. Em caso de ataque, o mais eficaz é correr sem parar, cobrindo nariz e boca para evitar picadas nas vias respiratórias.

O **número médio anual de mortes por picadas de insetos nos EUA é de 72 pessoas**, mas os efeitos reais das abelhas africanizadas podem estar subestimados devido à falta de registros específicos. Seu avanço evidencia os efeitos ecológicos das introduções não controladas de espécies e a necessidade de políticas climáticas e ambientais preventivas.

![Abeja africanizada. Foto: Animales de África.](https://storage.googleapis.com/media-cloud-na/2025/06/abeja-africanizada-3-300×300.webp)
## Quais são os riscos dessas abelhas?
As abelhas africanizadas, conhecidas por seu comportamento defensivo extremo, representam um risco significativo para pessoas e animais. Embora não sejam mais venenosas que outras abelhas, respondem a ameaças com ataques em massa. Em vez de algumas picadas, essas abelhas mobilizam dezenas ou centenas de indivíduos, aumentando o perigo de reações alérgicas graves, asfixia por inflamação ou até a morte.

Esses insetos podem reagir a vibrações menores, como o som de um cortador de grama ou a queda de um galho, tornando-as imprevisíveis em ambientes urbanos e rurais. Além disso, perseguem seus alvos por longas distâncias, complicando a fuga. Animais de estimação amarrados, pessoas idosas ou quem usa maquinaria pesada são especialmente vulneráveis a ataques.

O aumento de sua presença em novas regiões, favorecido pelas mudanças climáticas, amplia a exposição ao risco. Portanto, é fundamental evitar perturbar enxames, não tentar eliminá-los sem ajuda profissional e adotar medidas preventivas em áreas onde sua presença foi relatada.

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