O Estádio Azteca, icônico local esportivo na Cidade do México, enfrenta sérios problemas estruturais devido a um contínuo afundamento do solo. Esta situação chamou a atenção da NASA, que rastreia o fenômeno com seu satélite NISAR, especializado no monitoramento terrestre desde o espaço.
O Desafio do Afundamento do Estádio Azteca
O fenômeno de subsidência na área atingiu um alarmante ritmo de 10 centímetros por ano, o que causou desprendimentos nas arquibancadas e gerou preocupação entre os organizadores da próxima Copa do Mundo, que também será realizada nos Estados Unidos e Canadá.
Os dados de satélite confirmaram que a imponente estrutura do estádio está deslocando-se constantemente para baixo, devido à compactação do solo argiloso sobre o qual foi construído em 1966.
O solo da Cidade do México é composto principalmente por argila, uma terra altamente suscetível à compressão quando se extrai água. Esta extração acelerou o afundamento da cidade.
Segundo Martín Govorcin, cientista do Laboratório da NASA, a extração de água subterrânea criou um vazio insustentável para o peso das construções na superfície.

“A água extraída do aquífero se compacta sob o peso da cidade“, explicou Govorcin, referindo-se às deformações detectadas pelas ondas de radar do satélite.
A FIFA programou cinco partidas internacionais no Estádio Azteca para a Copa do Mundo, incluindo a partida inaugural entre México e África do Sul. Apesar das queixas do público, não foi reduzida a capacidade máxima de 87.500 espectadores.
As chuvas recentes exacerbaram os problemas, provocando inundações nas vias de acesso como Periférico Sul e Calzada de Tlalpan, o que complicou a logística de acesso ao estádio.
Até agora, a Federação Mexicana de Futebol não comentou sobre uma possível realocação da partida inaugural para outros locais como Guadalajara ou Monterrey, embora melhorias tenham sido feitas nas áreas VIP e entradas de pedestres.
O Estádio Azteca, famoso por ser o cenário das vitórias de Pelé em 1970 e Maradona em 1986, enfrenta agora um de seus maiores desafios de engenharia enquanto se prepara para sua terceira Copa do Mundo.



