O rio Congo, o segundo mais longo da África, é mais extenso do que se estimava.

Com a ajuda da tecnologia de detecção remota por satélite, pesquisadores conseguiram determinar a localização exata da nascente do rio Congo, o segundo mais longo da África.

O estudo, liderado por Liu Shaochuang, do Instituto de Pesquisa em Informações Aeroespaciais da Academia Chinesa de Ciências, estabeleceu seu comprimento total em 5.260 quilômetros, superando estimativas anteriores que variavam entre 4.320 e 4.700 quilômetros.

Uma análise precisa para resolver uma controvérsia histórica

Desde o século XIX, exploradores e geógrafos realizaram numerosas expedições ao rio Congo, tentando definir sua origem com precisão.

Embora o rio Chambeshi, na Zâmbia, tenha sido identificado como sua principal nascente, sua localização exata ainda estava em debate.

Para resolver essa incerteza, Liu combinou:

  • Imagens de satélite de alta precisão.
  • Pesquisas in loco na área de nascimento.

Finalmente, determinou que o rio Congo nasce em 31,22° de longitude leste e 9,19° de latitude sul, a uma altitude de 1.771 metros.

Avanços tecnológicos redefinindo a geografia

Liu destacou que no passado, a compreensão da nascente dos rios dependia de:

  • Técnicas rudimentares.
  • Tradições e lendas.

Hoje, com o avanço da tecnologia, a detecção remota por satélite se destaca como a ferramenta mais eficiente para identificar fontes e medir comprimentos com precisão.

“Devemos aplicar padrões modernos para atualizar os dados sobre os rios e redefinir corretamente suas fontes”, explicou Liu, citado pela Xinhua.

O método internacional para identificar fontes fluviais

A abordagem utilizada segue o princípio do “afluente mais distante com fluxo perene”, uma regra global para determinar a origem de um rio.

Esse procedimento foi aplicado por Liu na redefinição de mais de 20 grandes rios do mundo, incluindo:

  • O Yangtsé e o Amarelo na China.
  • O Nilo na África.
  • O Amazonas na América do Sul.

Essa descoberta marca um marco na precisão de estudos hidrográficos, melhorando o conhecimento sobre a dinâmica e extensão dos grandes rios do mundo.

Foto da capa: @eMundando

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