Boa notícia: Argentina bate um novo recorde e cobre quase metade da demanda energética diária com renováveis

No último domingo, a Argentina registrou um marco em sua transição energética: as fontes renováveis abasteceram 44,28% da demanda elétrica nacional. Trata-se de um novo recorde histórico na geração de energia limpa no país.

Segundo informações oficiais da CAMMESA, às 12:50 horas foi possível que quase metade da eletricidade da Argentina proviesse de energias limpas.

Isso está alinhado à Lei 26.190, que estabelece um regime de incentivo nacional para o uso de renováveis na Argentina.

Naquele momento específico, a energia eólica contribuiu com 3495 MW, enquanto a solar fotovoltaica gerou 2015 MW.

Além disso, contribuíram para o total 233 MW de pequenos aproveitamentos hidráulicos e 154 MW de bioenergia.

Um dado adicional relevante: a geração eólica mais solar cobriu 41,4% da demanda, estabelecendo um recorde histórico em fontes variáveis.

Além disso, os dados da CAMMESA também revelam que, na região “Argentina + Uruguai”, a participação combinada renovável variável alcançou 6.061 MW.

Isso representa 41,9% da demanda de ambos os sistemas interconectados.

Este resultado reflete avanços técnicos e um nível importante de integração energética regional entre ambos os países.

energía eólica

Recorde de uso de energias renováveis na Argentina: os dados por trás

Dados da CAMMESA mostram que, no fechamento de 2024, a capacidade renovável alcançou 6.670 MW no Mercado Elétrico Atacadista.

No entanto, a cobertura de demanda havia estado estagnada em torno de 16-17% durante os meses anteriores.

Assim, embora o salto para 44,28% represente um avanço quantitativo importante, também é necessário destacar que se trata de um momento de baixa demanda.

Em particular, o desenvolvimento de grandes parques eólicos e solares, somado a condições ótimas de vento e radiação naquele dia, possibilitaram a combinação recorde.

Assim, um contexto de demanda moderada permitiu que as fontes variáveis ganhassem participação no sistema elétrico nacional.

A diversificação com pequenos aproveitamentos hidráulicos e bioenergia também ajudou a alcançar o recorde de energias renováveis.

Em geral, ao realizar o uso médio anual, o cenário é mais modesto: a cobertura renovável efetiva para 2024 fechou perto de 16,3% da demanda.

O marco é encorajador, mas não significa que o sistema já esteja nesse nível permanente de penetração renovável.

Segundo relatórios da CAMMESA, a geração renovável variável acumulada no primeiro trimestre de 2025 alcançou 6.209 GWh, apenas 9,9% a mais que em 2024.

La energía solar será récord en 2025: este año, se dispararon las instalaciones de artefactos fotovoltaicos.

Energias renováveis na Argentina: os desafios pendentes

Apesar do recorde de energias renováveis, ainda persistem problemas de transmissão, curtailment e a necessidade de suporte térmico quando as fontes variáveis reduzem sua produção.

A infraestrutura de linhas de alta tensão, interconexão regional e armazenamento massivo também continua gerando um gargalo para o sistema.

Além disso, preocupa o fato de que as novas incorporações de capacidade renovável desaceleraram, segundo dados oficiais do primeiro trimestre de 2025.

Este feito ocorre no âmbito da Lei 26.190 e suas modificações, como a Lei 27.191.

Em particular, estas estabelecem que, para 31 de dezembro de 2025, as fontes renováveis devem cobrir pelo menos 20% do consumo elétrico total do país.

Esta normativa inclui um regime de incentivo nacional, um fundo fiduciário para desenvolvimento e benefícios fiscais para investidores do setor.

Tudo indica que este limite será prorrogado novamente, dado que alcançar o limiar será mais um passo mínimo do que um teto.

Assim, o recente recorde demonstra que o sistema tem capacidade momentânea, mas a realidade é que consolidar uma cobertura de renováveis sustentável acima de 30% exigirá mais investimento.

Hoje em dia, as metas da lei de renováveis correm risco se não for acelerada a capacidade instalada.

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