Do Brasil, eles solicitam a extradição de Jorge Noya, um argentino identificado como o suposto líder de uma rede internacional de caça e tráfico de fauna.
Noya, que se apresenta como “caçador profissional” com mais de 40 anos de experiência, operava através de sua empresa “Caza & Safaris”. Ele oferecia expedições de caça em áreas protegidas da Bolívia, Argentina e Brasil.
Permanecendo em prisão domiciliar na Argentina por associação ilícita, maltrato animal e depredação de fauna silvestre.
## Caza y tráfico de fauna: o caso de Jorge Noya
As autoridades bolivianas o acusam de biocídio e destruição do patrimônio natural, após identificá-lo como responsável pela caça de vários yaguaretés no Parque Nacional San Matías, no departamento de Santa Cruz.
Por sua vez, a justiça argentina o processou por associação ilícita, maltrato animal e depredação de fauna silvestre, decretando prisão domiciliar.

No operativo realizado em agosto de 2024, foram apreendidas 44 armas de fogo, 12 veículos e mais de 7900 troféus de caça, incluindo taxidermias, chifres e peles.
A denúncia foi apresentada pelo ex-guarda-parques e ativista ambiental Marco Uzquiano, o advogado Rodrigo Herrero e a representante do Coletivo Llanto del Jaguar, Lisa Corti.
De acordo com as investigações, Noya realizou mais de 30 viagens irregulares para caçar ou levar clientes para caçar yaguaretés na selva boliviana. Além disso, foram identificados outros membros da rede, como Federico Manuel Testa, suposto sócio de Noya, que também enfrenta acusações na Bolívia.
## Como operava a organização de caça ilegal
A organização operava desde 1979, oferecendo pacotes de até 48.000 euros para caçar animais silvestres, incluindo jaguares em perigo de extinção.
Fontes próximas à investigação relataram ao jornal La Nación que o caçador havia desenvolvido um modus operandi no qual atraía clientes, obtinha o espécime a ser caçado, alugava armas e organizava o envio do “troféu” ou animal taxidermizado.
Presumivelmente, operavam na Argentina, na Bolívia e no Brasil. A rede foi desmantelada graças à colaboração entre os órgãos de fiscalização e agências ambientais dos três países, embora se tema que possa continuar operando clandestinamente.
Este caso evidencia a gravidade do tráfico de fauna silvestre na América Latina e a necessidade urgente de fortalecer as leis e políticas de conservação para proteger espécies em perigo de extinção, como o yaguareté.



