Uma equipe interdisciplinar da Universidade Nacional de Córdoba (UNC) investigou a relação entre mudanças climáticas e saúde em bairros vulneráveis.
Foram analisados dados na cidade de Córdoba, nas localidades de Alberdi, Marechal e Villa Páez.
Desde 2022, estudantes e professores das faculdades de Ciências Médicas, Ciências Exatas e Ciências Sociais percorrem os bairros para dimensionar não apenas o impacto ambiental, mas também seus efeitos sociais e de saúde pública.
Mudanças climáticas e saúde: o estudo da Universidade de Córdoba
O estudo da UNC sobre mudanças climáticas e saúde. (Foto: UNC).
O projeto, impulsionado pelo Programa de Compromisso Social Estudantil, combina pesquisas, diálogo comunitário e medições de temperatura urbana junto com os moradores – para identificar ilhas de calor urbano e a percepção das pessoas sobre os riscos climáticos.
Os resultados mostram que, embora os residentes reconheçam a mudança climática e seus efeitos na saúde (como irritabilidade, insônia ou exaustão em ondas de calor), a participação em ações comunitárias é limitada.
Segundo a diretora do estudo, Susana Vanoni, o desafio é passar da consciência para a ação coletiva.
Resultados: sintomas e doenças relacionadas ao calor
67% dos entrevistados em Marechal relataram sintomas como irritabilidade, insônia e desânimo durante episódios de calor extremo, enquanto esses percentuais alcançaram 72% em Villa Páez e 77,5% em Alto Alberdi.
Além disso, menos da metade procurou assistência médica, o que reflete barreiras de acesso ou normalização dessas afetações.
Em relação às doenças transmitidas por vetores, 58% em Villa Páez, 50% em Marechal e 40% em Alto Alberdi declararam ter sofrido com dengue. Um alerta sobre ambientes propícios para mosquitos e a necessidade de infraestrutura e serviços adequados.
Mais da metade dos entrevistados dependem do sistema público de saúde, com prevalência de doenças crônicas como hipertensão, o que agrava sua vulnerabilidade diante do calor e outras ameaças climáticas.
Recomendações: rumo a bairros mais resilientes
Efeitos das mudanças climáticas.
O relatório insta a uma abordagem colaborativa entre governo, academia e comunidade com foco em:
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Infraestrutura habitacional e espaços verdes: melhorar o isolamento térmico e aumentar áreas recreativas.
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Planos de saúde para enfrentar o calor: protocolos para atendimento em emergências, recursos como água e resfriamento, e treinamento para insolação ou desidratação.
- Comunicação e ciência cidadã: simulações de ondas de calor previstas para setembro de 2025 e atividades em feiras locais que fortaleçam a troca de conhecimentos com a UNC.



