Chile consolida sua liderança em eletromobilidade com mais de 3.300 ônibus elétricos em circulação.

Chile continua avançando com força em seu compromisso com a eletromobilidade no transporte público urbano, especialmente em Santiago, onde mais da metade de seus 20 milhões de habitantes vivem e onde a qualidade do ar no inverno costuma ser comprometida pelos altos níveis de poluição.

Nesta quarta-feira, 300 novos ônibus elétricos desembarcaram no porto de San Antonio, aumentando a frota nacional para 3.339 unidades e consolidando o país como o segundo com maior número de ônibus elétricos no mundo, atrás apenas da China, de acordo com o Centro de Mobilidade Sustentável (CMS), parte da aliança internacional ZEBRA.

Uma mudança estrutural com impacto ambiental

“O Chile se tornou um ícone de que a eletromobilidade é um caminho viável e urgente para combater as mudanças climáticas”, destacou o ministro dos Transportes, Juan Carlos Muñoz.

A transformação é notável:

  • Em 2017, Santiago contava com apenas duas unidades elétricas.
  • Em 2022, no início do governo atual, havia 700.
  • Prevê-se chegar a 4.400 ônibus elétricos até março de 2026.

Atualmente, circulam 2.500 ônibus elétricos em Santiago, que representam 38% da frota móvel urbana e transportam 2,5 milhões de pessoas por dia.

Ônibus com tecnologia, eficiência e conforto

As novas unidades, de cor vermelha e branca, possuem wifi, ar condicionado e cumprem os padrões de eficiência energética. Cada veículo tem um custo aproximado de 250.000 dólares.

Esse crescimento sustentado permitiu uma drástica redução na pegada ambiental do sistema: há uma década, os ônibus geravam 30% das emissões poluentes urbanas; hoje, representam apenas 3%, de acordo com dados oficiais.

O futuro: levar a eletromobilidade para todo o país

O próximo passo da política pública é expandir a eletrificação para as regiões. Ônibus elétricos já foram incorporados em Concepción, Antofagasta e Iquique, e espera-se que até o ano de 2040, toda a frota de transporte público do Chile seja 100% elétrica.

“A experiência chilena mostra que uma transição energética no transporte é possível, escalável e com alto impacto ambiental e social”, afirmou Paola Tapia, diretora do Transporte Público Metropolitano.

Mobilidade limpa como política de Estado

Com políticas consistentes, investimento sustentado e articulação público-privada, Chile se destaca como referência regional em transporte sustentável, acelerando sua transição para uma matriz de mobilidade mais limpa, equitativa e resiliente.

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