Diversas organizações sociais, ambientais e rurais de La Pampa insistiram com o pedido de regulamentação urgente da Lei de Agrotóxicos.
Trata-se da Lei Nº 3288, sancionada em 2020, mas que ainda não possui aplicação efetiva.
A normativa, que estabelece um quadro para regular o uso de agrotóxicos no território pampeano, continua sem regulamentação mais de três anos após sua aprovação.
Lei de Agrotóxicos: a reivindicação pela saúde e o ambiente
O pedido foi impulsionado pela Multissetorial Paren de Fumigarnos, composta por comunidades afetadas, professores, profissionais de saúde e produtores agroecológicos.
Desde a organização, alertaram sobre as graves consequências do uso indiscriminado de plaguicidas e agroquímicos em zonas rurais e periurbanas.
Destacaram que o uso massivo de herbicidas, fungicidas e inseticidas representa uma ameaça concreta para a saúde da população, a biodiversidade e a qualidade do solo e da água.
As consequências dos agrotóxicos.
Além disso, lembraram que a lei estabelece a necessidade de delimitar zonas de proteção ambiental, promover boas práticas agrícolas e realizar controles efetivos sobre a aplicação terrestre e aérea de produtos químicos.
“A lei foi sancionada com amplo consenso, mas sem regulamentação é letra morta. Exigimos que o Estado garanta o direito a viver em um ambiente saudável”, indicaram em um comunicado público.
O que estabelece a Lei de Agrotóxicos de La Pampa?
A Lei Provincial Nº 3288 propõe uma regulação integral do uso de agrotóxicos no âmbito agropecuário. Entre os pontos chave, contempla:
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Estabelecimento de zonas de proteção sem fumigação perto de escolas, residências e cursos de água.
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Registro obrigatório de aplicadores e equipamentos.
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Capacitação obrigatória para quem manipula agroquímicos.
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Criação de um conselho consultivo com participação de diferentes setores.
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Promoção de modelos produtivos sustentáveis e alternativas aos agroquímicos.
No entanto, por não ter sido emitido o decreto regulamentar, nenhum desses artigos pode ser aplicado de maneira concreta, deixando um vazio legal diante do avanço do modelo de agricultura intensiva.
Um apelo urgente à ação
As organizações pediram ao governador Sergio Ziliotto que avance com a regulamentação imediata da lei e destacaram que os impactos do uso de agrotóxicos já são visíveis em muitas comunidades rurais.
Indicaram que já estão registradas afecções respiratórias, dermatológicas e problemas na fauna silvestre.
Também solicitaram mais “transparência na tomada de decisões“, participação cidadã e uma transição para modelos de produção agroecológica, menos dependentes de insumos químicos.
Reivindicam a regulamentação da Lei de Agrotóxicos em La Pampa.
Num contexto onde o uso de agrotóxicos na Argentina continua crescendo, o caso de La Pampa se soma a uma demanda nacional por regulações ambientais eficazes que priorizem a saúde pública e a proteção dos ecossistemas.



