A conservação da fauna selvagem em San Luis é demonstrada por ações concretas.
Nas últimas semanas, o Centro de Conservação da Vida Selvagem (CCVS) incorporou ao seu cuidado três novos exemplares. Um cateto-de-colar, um carcará com uma grave lesão na asa e um filhote de veado-catingueiro, que continua em processo de recuperação desde o início de julho.
Essas adições somam-se a um intenso trabalho que o CCVS vem realizando há mais de uma década, com a missão de resgatar, reabilitar e reintegrar na natureza espécies nativas que sofreram ameaças ou danos, muitas vezes causados pela ação humana.
Um carcará ferido luta para voltar a voar
O cateto-de-colar.
O carcará (Caracara plancus) foi encontrado em San Francisco del Monte de Oro com uma profunda ferida em uma de suas asas, resultado de uma agressão deliberada.
Foi resgatado pela Polícia Ambiental e Ecológica junto aos Bombeiros Voluntários da região, e levado ao CCVS para receber cuidados veterinários especializados.
Embora a lesão afete seriamente sua capacidade de voo, a equipe médica mantém a esperança de alcançar sua reabilitação completa para que possa retornar ao seu habitat. Esta espécie, comum em estradas e caminhos de San Luis, desempenha um papel importante como carroñera e controladora de fauna menor.
Cateto-de-colar imprimido, em recuperação
A segunda adição é a de um cateto-de-colar (Pecari tajacu), um mamífero onívoro nativo que chegou ao centro por entrega voluntária. O exemplar apresenta sinais de impressão com humanos, o que dificulta sua reintegração imediatamente no ambiente selvagem.
O resgate da fauna selvagem.
Atualmente, está em processo de reabilitação física e comportamental, com a intenção de reverter sua dependência das pessoas.
Os catetos são animais sociais, vivem em grupos e desempenham um papel fundamental nos ecossistemas como dispersores de sementes e consumidores de vegetais, insetos e pequenos animais.
O veado-catingueiro continua sua recuperação com cuidados especiais
Também permanece sob observação um filhote de veado-catingueiro (Mazama gouazoubira), conhecido popularmente como sachacabra. Foi resgatado no início de julho e está em um delicado processo de reabilitação.
Seu cuidado inclui o controle constante da temperatura corporal, peso e alimentação, além de um protocolo estrito de distanciamento humano para evitar a impressão.
Uma das maiores ameaças que os cervos selvagens enfrentam durante o resgate é a miopatia de captura, uma grave patologia muscular causada pelo estresse e manipulação, que pode ser letal.
Por isso, cada etapa do tratamento é realizada com extremo cuidado e sob supervisão profissional.
As espécies resgatadas e suas principais características
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Carcará: ave de rapina de grande porte (até 60 cm de comprimento e 1,6 kg de peso), reconhecível por sua plumagem marrom escura e pele avermelhada ao redor do bico. Alimenta-se de carniça, insetos e pequenos animais. Aninha-se em árvores e é comum vê-lo nas margens das estradas se alimentando de animais atropelados.
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Cateto-de-colar: mamífero de pelagem escura e colar branco, vive em grupos e tem um comportamento defensivo. É onívoro e territorial, se comunica por meio de sons e feromônios. Desempenha um papel ecológico essencial nas florestas nativas.
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Veado-catingueiro: cervídeo solitário e tímido, habitante das florestas nativas e áreas periurbanas. Seu estado de saúde tende a piorar devido ao estresse da captura. É comum vê-lo cruzando estradas rurais, o que o expõe a atropelamentos.



