Uma equipa de estudantes espanhóis desenvolveu HelioCone, um inovador sistema de iluminação passiva que é instalado nas fachadas de edifícios para redirecionar a luz natural para espaços interiores que carecem de janelas ou estão distantes delas.
O projeto foi apresentado no James Dyson Award, um dos concursos de design mais prestigiados a nível internacional.
Inspirado pela biblioteca: como a ideia nasceu
Uma observação do quotidiano deu origem a um design que combina arte, física e funcionalidade.
“Vimos como um cartaz branco no exterior refletia a luz solar e a distribuía por toda a sala, mesmo nas zonas mais distantes”, relatam os estudantes.
A partir dessa experiência, a equipa — formada por Andrea Carazo, John Alexander Bennett, Andrea Johana Curi Vásquez, Paula Carrasco e Santiago García-Cubillana — começou a trabalhar numa solução eficiente e sustentável para melhorar a iluminação natural em espaços educativos e residenciais.
Princípio ótico: reflexão interna sem peças móveis
HelioCone utiliza superfícies angulares para capturar e canalizar a luz solar sem necessidade de energia.
O dispositivo baseia-se no fenômeno da reflexão interna, que permite maximizar a entrada de luz solar através de uma estrutura hemisférica composta por cinco cones concêntricos.
Estes cones, desenhados com ângulos precisos, capturam tanto a luz direta como a difusa, mesmo em fachadas com baixa exposição solar.
O design que permite uma iluminação passiva
Da fachada ao interior: fibra óptica como canal de luz
O sistema transporta iluminação natural do exterior para corredores, caves ou quartos sem janelas.
Uma vez capturada, a luz é canalizada através de fibra óptica, permitindo a sua distribuição para áreas interiores do edifício. Esta tecnologia oferece uma alternativa sustentável à iluminação artificial, reduzindo o consumo energético e melhorando o conforto visual.
Diferenças chave em relação a outras soluções
Geometria otimizada e design sem manutenção como vantagens competitivas.
Ao contrário de outros sistemas, o HelioCone não requer motores ou componentes móveis, o que minimiza a manutenção. Sua geometria específica permite uma recolha eficiente de luz solar, mesmo em condições de baixa incidência.
“É uma intersecção entre arte, física e funcionalidade, criada para superar o ordinário e redefinir como a luz coexiste no espaço”, afirmam seus criadores.
Caminho para a comercialização: protótipos e colaborações
A equipa está a trabalhar em testes físicos e procura parcerias para aplicar o design em habitação sustentável.
Atualmente, os estudantes estão focados em:
- Refinar a geometria ótica
- Realizar medições de luz com protótipos físicos
- Explorar colaborações com iniciativas de arquitetura sustentável
- Procurar financiamento para escalar o projeto



