“GeoBloque”: estudantes de San Luis projetam um material de construção ecológico à base de rocha local.

Alunos do 5º agrupamento da Escola N.º 13 Esther Guevara, em Justo Daract (San Luis), apresentaram na Feira de Ciências 2025 um desenvolvimento experimental chamado “GeoBloque”, uma placa ecológica elaborada a partir de basalto em pó e outros minerais locais.

O trabalho faz parte do projeto interdisciplinar “Do Pátio ao Laboratório”, coordenado pela professora Mara Ybañez, e propõe uma alternativa sustentável para a construção.

Inspiración literária e exploração científica

Uma viagem de Júlio Verne até o laboratório escolar para compreender a Terra e seus recursos.

O projeto surgiu a partir da leitura de Jornada ao Centro da Terra, de Júlio Verne, que motivou os estudantes a investigar os subssistemas do planeta, a geosfera e as propriedades físicas e químicas das rochas. Ao longo do processo, eles realizaram:

  • Observações com microscópio
  • Testes de resistência e classificação mineralógica
  • Leitura de artigos científicos e visitas de especialistas
  • Encontros com geólogos, vulcanólogos e especialistas em construção natural
geobloque
Os alunos projetaram o geobloque a partir de rochas locais

GeoBloque: uma placa experimental com impacto ambiental positivo

Captura CO₂, não requer forno industrial e pode ser integrada em habitações sociais e estradas provinciais.

O GeoBloque foi criado por meio de ensaio e erro, utilizando basalto extraído da pedreira “La Garrapata” e outros materiais geológicos com porosidade controlada e presença de olivina, um mineral-chave na captura de dióxido de carbono.

“O bloco é respirável, leve, reciclável e não necessita de forno industrial. Todas características amigáveis ao meio ambiente”, explicou Ybañez.

Além disso, o design contempla seu uso em:

  • Infraestrutura de habitações sociais
  • Obras viárias provinciais
  • Construção com baixo impacto ambiental

Sustentabilidade na construção: uma necessidade global

O setor representa mais de 35 % do consumo energético mundial e gera 40 % das emissões de CO₂.

A construção sustentável busca reduzir o impacto ambiental dos materiais, processos e edificações. Isso implica:

  • Uso de materiais recicláveis e de baixo consumo energético
  • Incorporação de tecnologias passivas e locais
  • Reutilização de recursos naturais e resíduos industriais
  • Design eficiente que minimize a pegada de carbono

Projetos como o GeoBloque demonstram que a inovação escolar pode contribuir para soluções reais, integrando educação ambiental, ciência aplicada e consciência territorial.

Aprendizagem interdisciplinar e consciência ambiental

O projeto integra ciência, tecnologia e geologia para pensar soluções locais com impacto global.

A proposta escolar promove:

  • Pensamento científico aplicado à vida cotidiana
  • Consciência sobre o uso responsável dos recursos naturais
  • Inovação em materiais de construção sustentável

“Reconhecemos o apoio dos trabalhadores da pedreira, que nos ajudaram a entender as reações físicas e químicas do basalto”, destacou a professora.

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