México aposta em casas impressas em 3D com materiais sustentáveis: uma solução ecológica, econômica e resistente

Com o objetivo de resolver o problema da habitação no México e no mundo, a empresa nacional SEED iniciou este mês a construção do primeiro protótipo de uma casa impressa em 3D com materiais sustentáveis.

O projeto está sendo desenvolvido em um galpão industrial na prefeitura de Azcapotzalco, Cidade do México, onde uma equipe multidisciplinar de arquitetos, designers e artistas trabalha em uma alternativa inovadora frente aos sistemas tradicionais baseados no concreto.

Habitações acessíveis e resistentes a sismos

O modelo propõe que uma família possa acessar essas casas por uma taxa mensal próxima a 70 euros, o que as torna uma opção econômica e ecológica.

Além disso, as habitações contam com paredes autoportantes, capazes de resistir a sismos de até grau 7 na escala de Richter, uma característica chave em uma cidade como o México, localizada sobre uma falha sísmica.

Inovação tecnológica com impacto social

O projeto nasceu da ideia de “imprimir com terra” e evoluiu para o uso de materiais sustentáveis que reduzem o impacto ambiental. Segundo Alan Cohen, um dos promotores, a intenção é clara: “resolver o problema da habitação” mediante uma tecnologia que acelere a construção, reduza custos e ofereça maior flexibilidade em design.

As casas impressas em 3D destacam-se por seu potencial para:

  • Reduzir tempos de construção: em alguns casos, uma habitação pode ser concluída em 24 horas.
  • Minimizar a mão de obra e erros humanos graças ao processo automatizado.
  • Diminuir resíduos de construção mediante fabricação aditiva, usando apenas a quantidade necessária de material.
  • Aproveitar materiais reciclados e locais, reduzindo a pegada de carbono.
  • Projetar espaços bioclimáticos, otimizando luz e ventilação natural.
casa impressa em 3D
Casas impressas em 3D, uma alternativa sustentável no México.

Vantagens econômicas e de design

A eficiência do processo permite uma redução de custos de até 35%, o que abre a porta para habitações mais acessíveis para setores vulneráveis.

A tecnologia também oferece flexibilidade em design, permitindo personalização, criação de formas complexas e a possibilidade de adicionar extensões ou reconstruir módulos após desastres naturais.

Desafios pendentes

Apesar de suas múltiplas vantagens, a construção em 3D enfrenta desafios importantes:

  • Adaptação de normativas e códigos de construção, ainda projetados para métodos tradicionais.
  • Limitação em edificações de mais de um andar, devido às capacidades atuais das impressoras.
  • Necessidade de componentes não impressos, como portas, janelas, telhados e sistemas de encanamento.

Perspectivas para o futuro

O protótipo da SEED marca um marco na inovação habitacional no México, mostrando que é possível combinar sustentabilidade, acessibilidade e resiliência sísmica em um mesmo projeto.

Se conseguir superar os desafios normativos e técnicos, essa tecnologia poderá se tornar uma solução global para o déficit habitacional, oferecendo alternativas rápidas, econômicas e respeitosas com o meio ambiente.

Compartí esta nota

Últimas notícias

Te pueden interesar
Te pueden interesar

Espanha: Badajoz transforma espaços urbanos em salas de aula de sustentabilidade para crianças

Badajoz acolhe a Semana do Meio Ambiente, transformando-se em...

Um estudo recomenda políticas mais eficazes para consolidar a reutilização de embalagens na América do Sul

O relatório “Desenho de políticas de reutilização eficazes: Recomendações...