Uma operação policial desarticulou uma rede de corridas clandestinas de galgos. Foram apreendidas armas de fogo, produtos químicos e celulares.
O caso mais uma vez destaca o mau trato animal e a necessidade de reforçar o controle sobre essas atividades proibidas.
A operação foi realizada pela Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA), por ordem da Justiça Federal. Uma rede ilegal de corridas de galgos foi desmantelada em Coronel Pringles e Tres Arroyos.
Como funcionava a rede de corridas clandestinas de galgos

A investigação, que levou vários meses de seguimento e inteligência, resultou em buscas simultâneas em múltiplos endereços.
Foram apreendidas armas, dispositivos móveis, dinheiro em espécie e produtos químicos de origem veterinária.
As autoridades indicaram que os produtos apreendidos seriam utilizados para alterar o desempenho dos cães através de doping, uma prática comum nesse tipo de eventos ilegais.
Também foram encontrados elementos que confirmariam as apostas clandestinas e a exploração sistemática dos animais.
No total, várias pessoas foram detidas e agora enfrentam acusações por violação da Lei de Proteção Animal, posse ilegal de armas e ocultação.
As corridas de galgos são proibidas em todo o país desde 2016, com a aprovação da Lei Nacional 27.330. No entanto, essas práticas clandestinas continuam operando em zonas rurais e semiurbanas, muitas vezes em circuitos improvisados e com alto nível de organização ilegal.
As corridas de galgos são proibidas no país.
Repercussões e chamado à ação
Este é um novo golpe em uma atividade criminosa que combina crueldade, apostas ilegais e redes organizadas de exploração animal.
Organizações protetoras comemoraram a operação e exigiram maior vigilância e fiscalização, especialmente em áreas onde se sabe que essas competições ilícitas costumam ocorrer.
Também alertaram que, embora exista uma lei nacional que proíbe as corridas, sua efetiva aplicação ainda enfrenta obstáculos. Principalmente devido à falta de recursos e à conivência local em alguns distritos.
Esse caso reabre o debate sobre a necessidade de endurecer as penas por maus tratos animais e de promover campanhas de conscientização sobre os direitos dos animais e o impacto dessas práticas.



