Uma operação conjunta da Polícia Nacional do Peru e do Ministério Público permitiu desmantelar uma organização internacional dedicada ao tráfico ilegal de fauna silvestre amazônica, com epicentro nas cidades de Iquitos e Lima.
A operação resultou na detenção de 12 pessoas — incluindo dois cidadãos espanhóis — e na apreensão de espécimes de espécies em perigo, cujo valor no mercado negro ultrapassa os 600.000 dólares.
Segundo informou o general Manuel Lozada, chefe da Polícia Ambiental, a organização era liderada por um cidadão espanhol identificado como Juan Ramón Morillas, e operava uma rede de exportação clandestina para destinos como Tailândia, China, Hong Kong, Rússia, Espanha e Estados Unidos.
Tráfico de fauna amazônica, capturada e vendida como mercadoria ilegal
Entre os animais apreendidos estão:
- Macacos
- Preguiças
- Capivaras
- Tamus
- Rãs, répteis e besouros exóticos
De acordo com estimativas oficiais, a organização teria gerado mais de 1,5 milhões de dólares desde 2022, tornando-se um dos esquemas mais lucrativos de tráfico de vida selvagem recentemente detectados no país.
Um dos crimes mais lucrativos globalmente
Segundo dados da Interpol, o tráfico ilegal de espécies silvestres gera cerca de 20.000 milhões de dólares anuais. Está entre os quatro crimes mais lucrativos do mundo, juntamente com o tráfico de drogas, o tráfico de pessoas e o comércio ilegal de armas.
Este crime é também uma das principais causas da perda de biodiversidade, especialmente em regiões de alta riqueza biológica como a Amazônia peruana, que abriga uma grande proporção de espécies endêmicas e vulneráveis.
Ação penal em curso e advertência ambiental
A operação marca um passo significativo na luta contra o crime ambiental transnacional..
As autoridades também alertaram que a demanda internacional por espécies exóticas continua alimentando redes ilegais, que operam com estruturas logísticas complexas e conexões globais.



