Nas últimas horas, foi confirmado o sucesso da operação de transferência e a onça-pintada Acaí já está em El Impenetrable.
A Administração de Parques Nacionais (APN) e a fundação Rewilding Argentina, em um trabalho conjunto, realizaram a realocação do exemplar como parte do processo de expansão populacional da espécie.
Assim, no Parque Nacional Iberá, em Corrientes, e posteriormente foi transferida para a região do Chaco.
A onça-pintada Acaí já está no Chaco: como foi a operação
Dessa forma, Acaí se tornará a segunda onça-pintada selvagem a ser translocada com objetivos de conservação, após a translocação da fêmea Miní. Esta última será libertada no Parque Nacional El Impenetrable em 24 de março.
O operativo para levá-la ao Chaco. (Foto: APN).</caption]
Tanto Acaí quanto Miní são fêmeas da população reintroduzida que nasceram em liberdade no Parque Nacional Iberá.
Segundo destacaram, trata-se da primeira experiência desse tipo a nível mundial para a espécie e o primeiro caso de captura e translocação de indivíduos selvagens entre dois Parques Nacionais da Argentina.
“É um orgulho para toda a Administração de Parques Nacionais continuar fazendo história no que diz respeito à conservação da onça-pintada”, Cristian Larsen, presidente da APN.
“A partir do trabalho com a Fundação Rewilding e as Províncias de Chaco e Corrientes, continuamos trabalhando pela reintrodução daquelas espécies que foram extintas e assim zelamos pela conservação ativa que nos guia como gestão”, destacou.
“Aquela que não implica apenas na proteção, mas também na restauração, reintrodução e suplementação da flora e fauna nos Parques Nacionais”, enfatizou Larsen.
“Com cada passo que damos, renovamos o compromisso de continuar trabalhando por nossa fauna, com ações concretas para protegê-los da extinção, impedir o avanço dos caçadores furtivos e controlar as velocidades nas estradas por onde circulam os animais”, acrescentou.
Conquistas para a região
A conservação da onça-pintada.
A região do Chaco não tem registros confirmados de fêmeas selvagens desde 1990. Portanto, a liberação inicial das onças-pintadas Nalá e Keraná no ano passado, seguidas pelas próximas de Miní e depois Acaí, representam conquistas para a conservação da espécie no país.
Assim como os demais indivíduos liberados, essas fêmeas terão uma coleira com um dispositivo VHF.
Trata-se de um aparelho que emite sinais de rádio captados por antenas para seu monitoramento e localização em campo. Assim como um dispositivo GPS que identifica pontos de posição do exemplar ao longo do tempo.
Os dados são enviados para computadores via satélite, o que permite monitorar sua adaptação ao ambiente, alimentação e distâncias de dispersão, entre outros dados valiosos.
Quantas onças-pintadas existem no país
No início do século XX, seu habitat se estendia até a Patagônia argentina, mas desde então sua distribuição reduziu em 95%.
No país, restam menos de 250 onças-pintadas, até onde se tem conhecimento. Já foi extinta no Uruguai e El Salvador.
É considerada uma espécie “indicadora” da saúde do ambiente, pois desempenha um papel importante na manutenção de sistemas naturais.
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