Os especialistas em meteorologia estão alertando sobre um fenômeno atmosférico que está intensificando as ondas de calor no hemisfério norte, conhecido como Cúpula de calor. Akshay Deoras, pesquisador do Centro Nacional de Ciências Atmosféricas do Reino Unido, descreve esse fenômeno como uma “enorme tampa atmosférica” que impede que o ar quente suba e bloqueia a formação de nuvens.
A Cúpula de Calor: Uma barreira invisível que intensifica o calor
Os serviços meteorológicos monitoram de perto esses fenômenos, pois são críticos para antecipar ondas de calor extremo. Emitir alertas precoces pode ser crucial para minimizar os riscos à população, infraestruturas e ecossistemas. Recentemente, uma forte onda de calor na Europa resultou na trágica morte por afogamento de 40 pessoas na França.
Os meteorologistas alertam que a persistência de sistemas de alta pressão diminui as chances de chuva, secando solos e aumentando o estresse térmico. As noites são especialmente perigosas, já que o calor acumulado durante o dia não se dissipa adequadamente, aumentando o risco de golpes de calor e problemas cardiovasculares em pessoas vulneráveis.
Nos últimos anos, episódios de cúpulas de calor têm sido responsáveis por eventos climáticos extremos na América do Norte, Europa e Ásia. Embora parte da variabilidade natural, o aquecimento global aumenta a intensidade, duração e frequência dessas ondas de calor.
Akshay Deoras aponta que as nuvens são reguladores naturais de temperatura ao bloquear parte da radiação solar. Sem elas, a superfície recebe mais energia, intensificando o aquecimento. Esses fenômenos podem durar mais do que o esperado quando os sistemas atmosféricos permanecem estáticos.
Deoras explica que o calor se acumula constantemente se a alta pressão não se desloca, fazendo com que algumas cúpulas de calor persistam por semanas. Este processo prolongado pode causar ondas de calor que afetam vastas regiões durante períodos extensos.



