A nova expedição do Conicet, em colaboração com a Universidade de Buenos Aires (UBA) e o Schmidt Ocean Institute, surpreendeu com uma descoberta inesperada no fundo do Mar Argentino: uma fita VHS intacta a 2.640 metros de profundidade, acompanhada por uma estrela-do-mar aderida à sua superfície.
Um objeto de outra era no oceano profundo
A descoberta ocorreu durante a transmissão ao vivo na tarde de segunda-feira. Os cientistas não esconderam seu espanto e aproveitaram o momento para refletir sobre a durabilidade do plástico e a persistência dos resíduos humanos no mar.
“É muito raro, além disso está intacto, é incrível. Isso demonstra a durabilidade que o plástico tem, passam os anos e continuam intactos”, expressou uma pesquisadora durante a emissão.
Embora o VHS não parecesse tão antigo —pois não estava colonizado por outros organismos—, sua presença no leito marinho se tornou um símbolo inquietante da pegada humana em ecossistemas remotos.
A expedição “Vida nos extremos”
Desde 14 de dezembro de 2025 até 10 de janeiro de 2026, a campanha científica “Vida nos extremos” se desenvolve a bordo do navio de pesquisa RV Falkor (too).
- As imersões são transmitidas ao vivo pelo canal de YouTube do Schmidt Ocean Institute.
- Os pesquisadores respondem perguntas do público e compartilham observações em tempo real.
- O objetivo principal é estudar ecossistemas marinhos sustentados por vazamentos de gás metano, onde organismos adaptados à alta pressão, baixa temperatura e ausência de luz sobrevivem graças à quimiossíntese.
A tecnologia avançada do veículo submarino SuBastian permite explorar zonas a milhares de metros de profundidade, capturando imagens e dados inéditos.
Ciência, divulgação e momentos virais
A expedição já gerou múltiplos momentos virais, como a aparição da “estrela culona”, uma espécie pouco conhecida que capturou a atenção nas redes sociais e meios de comunicação.
A descoberta do VHS se soma a esta lista, mostrando como a transmissão ao vivo não só tem impacto científico, mas também divulgativo, aproximando a oceanografia e as ciências do mar da sociedade em um formato acessível e participativo.
A inesperada descoberta de um VHS no fundo do Mar Argentino lembra a permanência dos resíduos plásticos e a necessidade de refletir sobre o impacto humano nos oceanos. Ao mesmo tempo, a expedição “Vida nos extremos” demonstra como a ciência contemporânea combina rigor investigativo, transparência e participação pública para explorar os recantos mais ocultos do planeta.



