Desenvolvem nanofiltros controlados por IA que poderiam modificar o consumo de água.

Uma equipe de pesquisa da Faculdade de Matemática, Astronomia, Física e Computação (Famaf) da Universidade Nacional de Córdoba (UNC) está desenvolvendo um projeto que poderia revolucionar o consumo de água potável.

Trata-se do design de nanofiltros de água controlados por inteligência artificial (IA), capazes de detectar água e descobrir bactérias, minerais ou metais pesados, conforme necessário. O design do protótipo foi completamente idealizado pelos pesquisadores.

Tecnologia de Machine Learning

Através do uso de machine learning (aprendizado de máquina), a tecnologia aprende com os dados coletados e se autorregula diante de mudanças inesperadas na composição do líquido. O objetivo é que esses nanofiltros inteligentes possam ser usados em equipamentos de purificação de água ou sistemas de filtragem e detecção em escalas nano e micrométricas.

O projeto foi iniciado há um ano no contexto do iTeams, um programa de parceria desenvolvido pelo Conicet, pela Secretaria de Inovação e Tecnologia da UNC e pelo Ministério de Ciência e Tecnologia da Província. A pesquisa é liderada pela Dra. Noelia Bajales Luna, física e pesquisadora do Conicet-UNC, pelo físico Nicolás Martin, também pesquisador do Conicet-UNC, e pelas biotecnologistas Candelaria Martínez e Sofia Sena, juntamente com a bióloga Agustina Crucianelli.

Investigadores da UNC desenvolvem um nanofiltro com IA que poderia revolucionar o consumo de água

Avanços e validação

Uma das linhas de pesquisa da especialista é baseada em materiais derivados do grafeno para resolver a contaminação da água, trabalho que resultou nos nanofiltros potencializados por IA.

Esta ferramenta se apresenta como uma solução para mitigar as cianobactérias do lago San Roque ou transformar a água do mar em água doce. A iniciativa atingiu o nível de maturidade tecnológica TLR 3/4 com validação experimental em laboratório.

Detalhes técnicos do nanofiltro

O nanofiltro inteligente consiste em um composto fabricado a partir de uma combinação estratégica entre derivados do grafeno, óxidos metálicos e um terceiro elemento sob segredo industrial.

Os derivados do grafeno são obtidos a partir de grafite em pó, ao qual são adicionados ácidos para desencadear uma reação química chamada oxidação, criando espaços ideais para atrair contaminantes ou bactérias.

Impacto e futuro do projeto

O objetivo do grupo de trabalho é alcançar uma plataforma ultra sensível, portátil, fácil de aplicar e com propriedades antimicrobianas. Atualmente, o estudo já é solicitado por empresas e instituições que buscam purificar ou melhorar a filtragem de água para consumo humano.

Os pesquisadores têm como objetivo obter a patente e levar o produto ao mercado dentro de três a quatro anos.

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