A NASA apresentou as primeiras imagens detalhadas que mostram como o terreno da Venezuela se deformou após um duplo terremoto sem precedentes. Utilizando tecnologia de ponta, a missão Radar de Abertura Sintética (NISAR) capturou estas imagens com uma precisão surpreendente, revelando o deslocamento da superfície ao longo da falha geológica de San Sebastián no Caribe.
Impacto do duplo terremoto segundo a NASA
Graças à tecnologia de interferometria de radar, NISAR comparou imagens antes e depois do sismo para criar mapas detalhados de alterações no terreno. Esta técnica permite uma visualização precisa das mudanças, essencial para compreender e medir a atividade sísmica.
O responsável pelo projeto NISAR, Gerald Bawden, destacou que esta missão não só mede mínimas alterações na crosta terrestre, mas também melhora nossa compreensão de fenômenos como terremotos e deslizamentos. Esta informação é crucial para identificar zonas de risco onde a crosta terrestre poderia liberar tensões acumuladas.
A combinação de dados satélites com registros do Serviço Geológico dos Estados Unidos e redes sismológicas locais permite aos cientistas reconstruir a ruptura da falha na Venezuela com maior precisão. Isso ajuda a prever áreas que poderiam continuar sob estresse tectônico.
O duplo terremoto na Venezuela provocou deslocamentos diferenciais na falha de San Sebastián, fazendo com que algumas zonas se elevassem e outras descessem devido à liberação de tensão acumulada durante décadas.
A missão NISAR tem um enfoque integral, projetada não só para monitorar terremotos, mas também vulcões, deslizamentos de terra e outros fenômenos naturais. Capaz de operar em qualquer condição meteorológica, esta missão é uma das mais ambiciosas da NASA na última década.



