A cidade de Comodoro Rivadavia, a mais populosa de Chubut, instalará um parque solar inovador no terreno onde anteriormente funcionava o lixão da cidade.
Este tem como objetivo gerar energia renovável comunitária em uma aposta na transição energética.
Nesse sentido, o município e diversas instituições assinaram nesta segunda-feira o convênio para dar vida a este projeto na cidade patagônica.
O prefeito Othar Macharashvili liderou o ato de assinatura junto a representantes de Comodoro Conhecimento, a Sociedade Cooperativa Popular Limitada (SCPL), Elementa Energia e a associação civil Transição Energética Sustentável.
“Este processo implica o começo da transição energética em Comodoro e vamos redobrar esforços para que se fortaleça”, afirmou Macharashvili durante a cerimônia de assinatura do parque solar.

Um modelo energético inclusivo e cooperativo
O parque solar projetado em Comodoro permitirá que a energia renovável chegue a lares e pequenos empreendimentos que não poderiam realizar estes investimentos individualmente.
O projeto contempla a geração distribuída comunitária integrada à rede elétrica pública.
Dessa forma, o convênio interinstitucional busca contribuir para a mitigação da mudança climática e avançar na descarbonização da matriz energética.
Além disso, a estratégia promove um modelo energético comunitário, cooperativo e inclusivo.
“Trabalhou-se muito para unificar critérios, por isso nos enche de orgulho ter concretizado esta assinatura”, destacou o prefeito.
A recuperação ambiental do antigo lixão de Comodoro, que agora será um parque solar
O projeto tem um forte componente ambiental e social ao impulsionar a recuperação de um terreno degradado.
É que o novo parque solar de Comodoro será instalado no terreno do antigo lixão, o que permite ressignificar um espaço que requereu processos de remediação ambiental.
Rubén Zárate, presidente de Comodoro Conhecimento, explicou que a cooperação de cada uma das áreas foi chave. Segundo detalhou, lhes “permitiu gerar um projeto que coloca em marcha toda uma estratégia de energia distribuída para a cidade”.

Zárate ressaltou que “esta ação busca recuperar a zona do antigo lixão, que teve diferentes estágios de remediação, e que agora será parte de um projeto emblemático“.
O funcionário também destacou que “a energia distribuída pode gerar novos empregos e empreendedores, além de nos permitir agregar mais energia à cidade”.
Os papéis e responsabilidades de cada instituição para criar o novo parque solar de Comodoro
Cada entidade signatária cumprirá funções específicas no desenvolvimento do parque solar:
- Prefeitura: cederá o uso do terreno do antigo lixão
- Comodoro Conhecimento: coordenará o acompanhamento técnico, administrativo e formativo
- SCPL: garantirá a integração à rede e distribuição de energia
- Elementa Energia: atuará como responsável técnica e operacional do sistema
- Associação Civil Transição Energética Sustentável: promoverá a participação comunitária
Franco Domizzi, titular do Conselho de Administração da SCPL, afirmou que a assinatura “mostra a maturidade na hora de gerar consensos de acordo com o projeto”.
Solange Freile, presidente da Elementa Energia, expôs que há mais de 10 anos se trabalha neste projeto. “Agradecemos às instituições que nos abriram as portas”, acrescentou.
Por sua vez, Rolando Rivera, da Transição Energética Sustentável, afirmou que “a geração distribuída deve ser o pontapé inicial da transição energética“.
Macharashvili encerrou apontando que “queremos que Comodoro volte a ser geradora de energia, que é o nó da transformação e dos projetos que potencializam a cidade”.



