O governador de Mendoza, Alfredo Cornejo, participou na quinta-feira passada da Segunda Jornada de Compliance e Integridade, organizada pela EMESA (Energía Mendoza Sociedad Anónima), onde enfatizou a importância de consolidar políticas de transparência e desenvolvimento de energias limpas na província.
“A Argentina não pode ficar para trás na adoção de padrões internacionais de transparência”, afirmou o governante, ao mesmo tempo que adiantou que o próximo período de gestão energética na província priorizará a expansão das energias renováveis, com destaque para o investimento privado e o apoio técnico do Estado.
EMESA: certificação internacional e destaque em energias limpas
Cornejo valorizou o papel estratégico da EMESA como ator chave na transição energética provincial, destacando que a empresa conseguiu duplicar a capacidade instalada em energia solar e atrair investimentos privados com respaldo público.
Além disso, destacou a obtenção da certificação internacional ISO 37301, que avaliza o seu cumprimento normativo e boas práticas de governança. “EMESA ganha destaque e já se projetam 1.000 megawatts de energia solar para a próxima etapa”, indicou.
Institucionalidade e combate à corrupção
Durante o encontro, Cornejo repassou políticas institucionais destacadas de Mendoza:
- A Lei de Ética Pública, que estabelece mecanismos de controle e acesso à informação.
- A Lei da Ficha Limpa, que impede que pessoas com condenações penais sejam candidatas.
- A Lei de Extinção de Domínio, utilizada para recuperar bens obtidos por corrupção, como o caso emblemático da mansão do ex-prefeito Luis Lobos.
“Em Mendoza não se improvisa. Cada ação tem planejamento e vontade política”, sublinhou.
O cumprimento como cultura institucional
O evento também serviu para reivindicar o papel das empresas públicas como modelos de gestão ética e eficientes. “O cumprimento não é um trâmite. É uma cultura”, resumiu Pinti Clop, uma das vozes destacadas da jornada.
No encerramento, Cornejo convocou a reforçar a cooperação entre Estado, academia e sociedade civil, com o objetivo de construir uma província onde “a transparência e a prestação de contas não sejam a exceção, mas a regra”.



