Marisol, consultora mexicana em energia solar com 16 anos de experiência sobre o sol como futuro do planeta, na Alemanha, destaca no Euref Campus de Berlim o potencial global desta fonte renovável.
“O sol como futuro, nasce todos os dias, está lá: podemos diminuir custos e pegada de carbono“, afirma. Em contraste com os combustíveis fósseis —”poluentes e finitos”—, o solar é “inexaurível e gratuito“. Seu apelo insta governos, indústrias e cidadãos a acelerar a transição energética.
México: líder inesperado com o sol como futuro Industrial
Durante um projeto com a Associação Alemã de Energia Solar, Marisol descobriu que México lidera mundialmente em instalação de sistemas solares térmicos para indústrias. “Os alemães ficaram surpresos: não era Alemanha, Áustria ou China, ¡era México!”, revela. A razão: altos custos do gás LP e diesel, fabricação local de coletores solares e ótimas condições climáticas garantem retornos de investimento rápidos.
Alemanha: potência com desafios
Embora Alemanha seja o maior mercado solar da Europa em capacidade acumulada, Marisol destaca contradições: “Avançou muito, mas falta apoio político”. Apenas 13% da energia global é renovável, e a indústria —consumidora de 34% mundial— usa apenas 16% de fontes limpas. Apesar dos subsídios estatais para telhados e “balcões solares“, os fósseis ainda dominam. “Na Alemanha, o aquecimento —responsável pelo maior gasto energético— ainda depende do gás“, critica.
Inovação no coração de Berlim
O Euref Campus, antigo centro de pesquisa transformado em hub sustentável, simboliza a mudança. Aqui, empresas e startups desenvolvem tecnologias como “calor solar à distância”: campos solares periurbanos que fornecem água quente a comunidades inteiras. “É um lugar onde tudo é renovável: telhados solares, carregadores elétricos e zero emissões líquidas”, descreve Marisol.
Mitos vs. realidades de “o sol como futuro”
A especialista desmonta crenças erradas:
- “À noite não funciona?”: A energia é armazenada.
- “Chuva? Não serve”: Funciona com luz solar, mesmo nublado.
- “Não é rentável”: Com tecnologia certificada, dura até 25 anos.
Além disso, compartilha números-chave: 3.7 milhões de pessoas trabalham em renováveis globalmente, e Uruguai, Paraguai e Brasil lideram a transição na América Latina.
Mulheres, sol e pontes transatlânticas
Como consultora independente, Marisol conecta México e Alemanha. “Faço comunicação para a associação alemã: desde folhetos sobre tecnologias até projetos de divulgação em indústrias“.
Seu papel como mexicana trilíngue facilitou campanhas que impulsionaram o solar em seu país de origem. “O sol como futuro é meu sangue e meu futuro”, declara, enfatizando que esta indústria “tem todo o futuro do mundo”.
A transição energética não é opcional. Com o sol como aliado inexaurível, sua adoção em massa depende de vontade política, investimento industrial e consciência cidadã. “É uma decisão: deixar os fósseis e usar o que já temos”, sentencia Marisol desde Berlim.




