Primeiro semestre recorde: a energia eólica impulsiona a matriz renovável da Argentina entre janeiro e junho.

Em um semestre marcado por conquistas históricas, os parques eólicos se posicionaram como o principal motor de crescimento do setor de energia renovável argentino, superando todas as outras tecnologias verdes.

Seu desempenho não só consolidou a liderança na produção sustentável, mas também fortaleceu a cobertura energética nacional, atingindo uma participação de 18% da demanda elétrica.

Este avanço é refletido no último relatório da Compañía Administradora del Mercado Mayorista Eléctrico (Cammesa), que relatou uma geração acumulada de 12.440 GWh de energias limpas no primeiro semestre de 2025, marcando um aumento interanual de 17% em comparação com os 10.630 GWh registrados durante o mesmo período do ano anterior.

Como em anos anteriores, a energia eólica liderou a produção renovável, seguida pela solar. Por outro lado, os Pequenos Aproveitamentos Hidroelétricos (PAH) foram os únicos a registrar uma queda.

Novos projetos e ampliações aceleram a capacidade instalada de energia eólica na Argentina

O crescimento da geração eólica nacional foi impulsionado principalmente pela expansão da infraestrutura instalada. Durante este semestre, foram inaugurados e ampliados importantes parques em Córdoba, Buenos Aires e La Rioja, elevando a potência total e antecipando novos recordes na segunda metade do ano.

Em abril, a YPF Luz ativou o parque eólico General Lavalle, com 25 aerogeradores de 6,2 MW cada, alcançando uma potência total de 155 MW. A obra exigiu um investimento de US$260 milhões e elevou a capacidade renovável da empresa para 652 MW.

Em maio, a Genneia, principal operadora do setor, adicionou seu oitavo parque eólico em Buenos Aires: La Elbita, com 162 MW de potência e 36 aerogeradores, após um investimento de US$240 milhões.

No início de junho, foi inaugurada a terceira etapa do Parque Eólico Arauco (PEA III), em La Rioja. Com 28 turbinas e um investimento de US$145 milhões, o complexo atingiu os 250 MW instalados, consolidando-se como o maior polo renovável do norte argentino.

Por outro lado, foram anunciados dois desenvolvimentos relevantes em andamento:

  • AES anunciou a expansão de seu projeto Vientos Bonaerenses, localizado entre Bahía Blanca e Tornquist. Com um investimento de US$150 milhões, dobrará sua capacidade para 102,4 MW, em um prazo de 18 meses.
  • Tenaris (Grupo Techint) apresentou seu segundo parque eólico, La Rinconada, com 94,5 MW de potência e 21 aerogeradores de 4,5 MW cada. A obra civil em Olavarría já começou, com um investimento superior a US$200 milhões.
construção parque eólico
Cresce a energia eólica na Argentina

Desempenho por tecnologia no primeiro semestre

Dos 1.800 GWh adicionais gerados em comparação com o mesmo período de 2024, 70% veio da energia eólica, que acumulou 8.862 GWh, refletindo um aumento de 17% em relação ao ano anterior quando foram gerados 7.586 GWh durante o semestre anterior.

A energia solar também teve um desempenho notável, crescendo 25%, com 2.175 GWh gerados e 441 GWh adicionais, graças à incorporação de novas instalações em regiões de alta irradiação.

Por sua vez, as bioenergias — embora com menor participação na mistura energética — contribuíram para o aumento: 144 GWh de plantas de biomassa e 3 GWh de biogás.

O único segmento com desempenho negativo foi o de Pequenos Aproveitamentos Hidroelétricos, que reduziu sua contribuição em 7% em relação ao ano anterior, mantendo-se em níveis baixos devido a condições hidrológicas desfavoráveis.

Projeção: mais capacidade instalada e liderança renovável

Com os projetos em construção e as ampliações em andamento, a tendência para o segundo semestre e o final de 2025 antecipa um crescimento contínuo do setor eólico, que continua a liderar a transição energética do país.

Esse impulso não só permite ampliar a cobertura da demanda elétrica com fontes limpas, mas também consolida a Argentina como um líder regional em energia renovável. A prioridade de despacho para essas tecnologias, juntamente com a alta aceitação social, contribui para fortalecer o caminho em direção a uma matriz energética diversificada e com baixas emissões de carbono.

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