A mudança climática acelera: setembro de 2025 foi o terceiro mais quente da história, o que isso significa?

O mundo registrou o terceiro setembro mais quente da história este 2025, com temperaturas que superaram em 1,47 graus os níveis pré-industriais.

Assim informou o Serviço de Mudança Climática Copernicus da União Europeia, evidenciando que o planeta mantém uma trajetória de aquecimento sustentado desde antes do desenvolvimento industrial.

Segundo a entidade, tanto as temperaturas altas tanto terrestres como marinhas refletem a contínua influência da acumulação de gases de efeito estufa na atmosfera.

Tendência preocupante: as temperaturas globais se mantêm em alta

Em seu último relatório, o Serviço de Mudança Climática Copernicus (C3S) reportou que a temperatura superficial média global alcançou os 16,11 graus Celsius em setembro de 2025.

Este registro ficou apenas 0,07 graus abaixo de setembro de 2024 e 0,27 graus menos que 2023.

A diferença entre o terceiro e segundo setembro mais quente foi mínima, por isso preocupa a falta de avanço em relação à mudança climática.

Segundo o organismo europeu, apenas menos de 0,1 graus Celsius separaram ambos os registros.

Dois cientistas argentinos farão parte da elaboração do relatório de mudança climática do IPCC.

Os oceanos também registraram temperaturas recorde

As temperaturas superficiais do mar alcançaram os 20,72 graus Celsius em setembro, marcando o terceiro registro mais alto para este mês desde que existem medições.

O Pacífico Norte mostrou valores significativamente superiores à média histórica.

Algumas áreas do Pacífico Norte registraram máximos históricos de temperatura superficial marinha.

Esta situação confirma o padrão de aquecimento oceânico que vem sendo observado nos últimos anos.

Mudança climática: por que se acelera?

Samantha Burgess, responsável estratégica de clima no C3S do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo, explicou o contexto atual.

“Um ano depois, o contexto da temperatura global se mantém praticamente igual, com temperaturas superficiais terrestres e marinhas persistentemente altas”, detalhou.

Isso, afirmou Burgess, “reflete a contínua influência da acumulação de gases de efeito estufa na atmosfera”.

Assim, a análise do C3S revela que a situação climática global não experimentou melhorias substanciais no último ano.

Mudança climática. Foto: Pixabay.

As temperaturas tanto em superfície terrestre como marinha se mantêm em níveis elevados de forma constante.

Este padrão evidencia o impacto acumulativo das emissões de gases poluentes.

A acumulação atmosférica desses gases continua sendo o principal motor do aumento térmico global.

Como funciona o monitoramento climático europeu

A rede de monitoramento climático da União Europeia fornece dados atualizados sobre o estado do clima global.

Copernicus utiliza observações satelitais e medições terrestres para seguir a evolução das temperaturas.

Os registros históricos permitem comparar as condições atuais com períodos anteriores.

Assim, setembro de 2025 confirma que o planeta mantém uma trajetória de aquecimento sustentado desde a era pré-industrial.

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