Abraçar uma árvore por 72 horas: o gesto de uma jovem ativista do Quênia que a levou a ganhar um recorde Guinness

No centro do Quênia, um gesto silencioso captou a atenção do planeta. No condado de Nyeri, uma jovem ativista permaneceu três dias inteiros abraçada a uma árvore para defender a vida.

Assim, Guinness World Records reconheceu uma ação que vai além da resistência física. O objetivo foi visibilizar a urgência de proteger os ecossistemas.

Dessa forma, o recorde se tornou uma plataforma ambiental que conectou emoção, perseverança e consciência climática.

Nyeri, o cenário de um protesto imóvel

O desafio ocorreu em dezembro, em uma região marcada por florestas e atividade agrícola. Lá, a árvore escolhida simbolizou a fragilidade da natureza.

Durante 72 horas contínuas, a ativista manteve o contato sem interrupções. Com isso, superou amplamente sua marca anterior de 48 horas.

Além disso, a façanha duplicou o recorde anterior na categoria, estabelecido em 2024 por uma ambientalista de Uganda.

Uma jovem ativista do Quênia que a levou a ganhar um recorde Guinness por abraçar uma árvore por mais de 72 horas. Foto: Bantu Gazette.
Uma jovem ativista do Quênia que a levou a ganhar um recorde Guinness por abraçar uma árvore por mais de 72 horas. Foto: Bantu Gazette.

Quem é Truphena Muthoni e por que seu gesto importa?

Truphena Muthoni tem 22 anos e é uma jovem ativista climática do Quênia. Sua ação faz parte da iniciativa “Hug the Earth”.

Em sua primeira tentativa, o abraço foi um símbolo íntimo para reconectar as pessoas com o planeta. No entanto, depois entendeu que era necessário persistência.

Por isso, decidiu repetir o desafio e estendê-lo. A constância tornou-se a mensagem central de seu protesto ambiental.

Aprender com o corpo para sustentar a mensagem

O primeiro recorde foi acompanhado por jejum e restrição de água. Com o tempo, a ativista reconheceu os riscos dessa decisão.

Para a segunda tentativa, modificou sua preparação física. Aumentou gradualmente a hidratação e cuidou de sua resistência corporal.

Graças a essa mudança, o desafio foi mais suportável. O maior obstáculo acabou sendo o sono e não o cansaço físico.

Uma jovem ativista do Quênia que a levou a ganhar um recorde Guinness por abraçar uma árvore por mais de 72 horas. Foto: The Star.
Uma jovem ativista do Quênia que a levou a ganhar um recorde Guinness por abraçar uma árvore por mais de 72 horas. Foto: The Star.

Quênia, reflorestamento e ação climática local

Além do recorde, Muthoni é embaixadora da Campanha dos 15 bilhões de árvores no Quênia. A iniciativa promove a restauração florestal.

O país enfrenta processos de desmatamento, secas recorrentes e pressão sobre os recursos naturais. Nesse contexto, as árvores são fundamentais.

Portanto, o gesto de abraçar uma árvore também visa reforçar o valor do reflorestamento como política ambiental.

Quando o ativismo usa o corpo como mensagem

Ações como esta transformam o corpo em uma ferramenta de comunicação ecológica. Não há slogans escritos nem discursos extensos.

Em vez disso, há tempo, silêncio e contato direto com a natureza. Essa imagem consegue atravessar fronteiras e gerar debate.

Assim, o abraço prolongado se torna uma metáfora poderosa: cuidar do planeta não é um ato isolado, mas uma responsabilidade sustentada no tempo.

Compartí esta nota

Últimas notícias

Te pueden interesar
Te pueden interesar

Uma rede de monitoramento transforma a proteção ambiental em Galápagos com a criação de uma “ilha inteligente”

A ilha Floreana, localizada no arquipélago de Galápagos, avança...

A Grande Muralha Verde: 11 países africanos lutam contra a desertificação

Durante quase vinte anos, África tem estado comprometida com...

Mulheres no Marrocos transformam neblina em água potável para 1000 pessoas

No sudoeste de Marrocos, um projeto inovador resolve a...

Fraude do ouro ilegal na Amazônia: representa mais de $3,3 bilhões e representa um risco ambiental

O comércio ilegal de ouro na Amazônia está gerando...