O branqueamento dos corais, fenômeno que ocorre quando essas espécies marinhas expulsam as algas que lhes dão cor e nutrientes, já afeta 84% dos recifes do mundo.
Isso foi revelado por uma nova análise global. Este processo é um claro sinal de que a mudança climática está pressionando gravemente os limites ecológicos dos oceanos.
O relatório, elaborado por uma equipe internacional de cientistas, alerta que grande parte do branqueamento observado ocorreu desde 2014.
Com eventos cada vez mais frequentes e intensos devido ao aumento da temperatura do mar. O fenômeno de El Niño 2023-2024 exacerbou ainda mais essa situação.
O que é o branqueamento de coral e por que é tão preocupante
O branqueamento ocorre quando os corais, sob estresse térmico extremo, expulsam as zooxantelas, algas simbióticas que lhes fornecem cor e alimento através da fotossíntese.
Sem essas algas, os corais ficam brancos e vulneráveis. Embora não morram imediatamente, ficam enfraquecidos e propensos a doenças.
A importância dos corais.
Nos últimos anos, os picos térmicos marinhos aumentaram tanto em frequência quanto em duração, impedindo que os corais se recuperem entre os eventos.
Em algumas regiões, como o Caribe, o Pacífico Ocidental e partes do oceano Índico, os corais sofrem mais de dois eventos de branqueamento a cada década.
Já não há nada a ser feito?
Apesar da magnitude da crise, 84% dos corais branqueados ainda não morreram. Isso oferece uma janela crítica para a ação, mas o tempo é limitado.
Segundo os especialistas, se o aquecimento global ultrapassar os 1,5 °C, muitos recifes enfrentarão um colapso irreversível. Atualmente, o planeta já ultrapassou o limiar de 1,2 °C de aquecimento médio.
A esperança reside no fato de que alguns corais mostraram certa capacidade de adaptação. No entanto, essa resiliência tem um limite e não é suficiente para contrabalançar o ritmo do aquecimento global se as emissões de gases de efeito estufa não forem drasticamente reduzidas.
Por que é importante salvar os recifes de coral?
Os recifes de coral representam apenas 0,2% do fundo do mar, mas abrigam mais de 25% da biodiversidade marinha.
Também são essenciais para as comunidades humanas: fornecem proteção costeira, recursos pesqueiros e turismo sustentável para milhões de pessoas.
O desaparecimento dos corais não implica apenas a perda de biodiversidade, mas também um risco socioeconômico grave para países tropicais e regiões costeiras que dependem desses ecossistemas.
Ações urgentes para conter o colapso dos corais
A urgência de salvar os corais.
Para evitar a perda em massa de corais, os cientistas propõem:
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Redução rápida das emissões de CO2, especialmente nos países industrializados.
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Proteção e restauração de recifes por meio de políticas de conservação marinha.
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Pesquisa e monitoramento contínuo do estado dos corais e suas condições térmicas.
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Apoio a comunidades costeiras na transição para atividades mais sustentáveis.



