Cerca de 200 ativistas ambientais, incluindo a renomada sueca Greta Thunberg, protagonizaram nesta segunda-feira uma ação direta na refinaria de Mongstad, a maior da Noruega, para exigir o abandono progressivo do petróleo e do gás.
A protesta foi organizada pelo movimento Extinction Rebellion, que bloqueou os acessos terrestres e marítimos do complexo industrial localizado em Bergen, no sudoeste do país.
“Não há futuro no petróleo. Os combustíveis fósseis levam à morte e à destruição”, expressou Thunberg em um comunicado. “Os produtores como a Noruega têm as mãos sujas de sangue”.
Bloqueio terrestre e marítimo: ação coordenada contra a Equinor
Desde as 07:00 GMT de 18 de agosto, a polícia norueguesa permaneceu no local supervisionando a protesta, que incluiu:
- Ativistas sentados na estrada bloqueando a entrada de veículos
- Caiques e veleiros impedindo o acesso ao porto
- Anúncio de novas manifestações ao longo de toda a semana em diferentes cidades norueguesas
A refinaria de Mongstad pertence à Equinor, empresa controlada majoritariamente pelo Estado norueguês, e é um símbolo do modelo energético fóssil questionado pelos ativistas.
Noruega sob pressão: demandas por uma transição energética justa
Os manifestantes exigem das autoridades um plano concreto para abandonar o petróleo e o gás, em conformidade com os compromissos climáticos internacionais. A Noruega, maior produtor europeu de hidrocarbonetos, defende sua indústria como fonte de:
- Emprego e conhecimento técnico
- Abastecimento energético estável para a Europa
- Produção projetada até 2035:
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- 1,2 milhões de barris diários de petróleo
- 40.000 milhões de m³ anuais de gás
Solidariedade internacional: Greta Thunberg anuncia nova flotilha em direção a Gaza
Paralelamente ao seu ativismo climático, Greta Thunberg anunciou no Instagram uma nova ação de solidariedade internacional: o lançamento de uma flotilha humanitária em direção a Gaza, prevista para o 31 de agosto a partir da Espanha, com o apoio de ativistas pró-palestinos.
“Será a maior tentativa de quebrar o cerco ilegal sobre Gaza, com dezenas de barcos navegando da Espanha e da Tunísia”, destaca o comunicado.
A campanha busca mobilizar mais de 44 países em ações simultâneas e manifestações solidárias com o povo palestino.

Flotilha da Liberdade: antecedentes e repressão
No último 8 de junho, Greta Thunberg fez parte da Flotilha da Liberdade, que tentou entregar ajuda simbólica em Gaza.
O barco Madleen, com 12 ativistas a bordo, foi interceptado pelas forças israelenses. Quatro deles, incluindo Thunberg, concordaram em ser deportados após a detenção.
Ativismo global: entre o colapso climático e a justiça internacional
As recentes ações de Greta Thunberg refletem uma agenda de ativismo interseccional, que conecta a crise climática, a transição energética e a solidariedade internacional.
Desde a Noruega até Gaza, sua mensagem interpela governos, empresas e cidadãos sobre a urgência de construir um futuro justo, sustentável e livre de violência estrutural.



