Um grupo de celebridades de renome mundial, incluindo Jane Fonda, Harrison Ford, Emma Thompson, Eugenio Derbez, Stephen Fry, Cynthia Nixon, Chelsea Handler e Lily Tomlin, uniram suas vozes para enviar uma mensagem clara ao governo do Equador: “a Amazônia não está à venda”.
A ação ocorre paralelamente à participação do governo equatoriano na Assembleia Geral das Nações Unidas, que está sendo realizada esta semana em Nova York.
O pronunciamento dessas personalidades internacionais está sendo divulgado através de um caminhão publicitário que circula com um vídeo onde se adverte: “¡A Amazônia não está à venda!”.
Essa tática, comum durante a Assembleia Geral, é complementada por uma campanha nas redes sociais, destacando uma publicação de Jane Fonda que foi compartilhada por outras celebridades.
No material audiovisual, as celebridades exigem que o presidente Noboa cumpra seu dever de proteger os direitos humanos e coletivos das nacionalidades indígenas, bem como seus territórios ancestrais na Amazônia.
Esse apelo global surge devido ao grave risco representado pelos atuais planos petrolíferos do governo, que ameaçam 3,5 milhões de hectares de floresta primária em uma das regiões com maior biodiversidade do planeta.
“Eu marchei pela paz, pela justiça, e agora estou ao lado dos povos indígenas da Amazônia. A Amazônia não está à venda, nem para as petrolíferas, nem para os mineiros, nem para os madeireiros. Seu valor vai além do dinheiro: é o coração pulsante do planeta, e defendê-la é responsabilidade de todos nós”, afirmou Fonda no início da campanha, que está ocorrendo tanto em plataformas digitais quanto nas ruas.
Líder Waorani Nemonte Nenquimo
Esse apoio internacional se junta ao de jovens e líderes indígenas das áreas afetadas. Entre eles está a renomada líder waorani Nemonte Nenquimo, que em 2019 liderou seu povo para uma histórica vitória climática contra as grandes corporações petrolíferas.
“Hoje os olhos do mundo estão voltados para o Equador devido ao alarmante desmantelamento de leis e decretos presidenciais que estão restringindo direitos civis e ameaçando uma maior destruição na Amazônia para promover a extração de petróleo”, afirmou Nemonte Nenquimo, da Aliança Ceibo.
A preocupação principal está centrada na “Hoja de Ruta Hidrocarburífera” anunciada pelo governo do Equador em agosto de 2025. Esse ambicioso e polêmico plano inclui 49 projetos com um investimento estimado em mais de 47.000 milhões de dólares.
Esse plano representa uma séria ameaça para extensas áreas da Amazônia equatoriana, afetando seus frágeis ecossistemas e os lares ancestrais de várias comunidades indígenas.
É crucial ressaltar que 89% desses territórios em perigo são compostos por florestas primárias intactas, consideradas entre as mais bem preservadas da região e que funcionam como importantes amortecedores contra a mudança climática.
Jane Fonda com a imprensa em coletiva de imprensa em Nova York[/caption>
De várias frentes, a comunidade internacional está fazendo enérgicos apelos ao governo equatoriano para que interrompa esse plano. Alertam que ele atenta diretamente contra a proteção da Amazônia, um dos ecossistemas mais vitais do mundo e uma das soluções naturais mais significativas diante da crise climática.
Crédito/Fotos: Jason DeCrow / Amazon Frontlines





