A Direção de Bosques do Ministério da Produção e Desenvolvimento Econômico Sustentável do **Chaco**, em coordenação com a **Polícia provincial**, realizou dois **procedimentos-chave** para deter a **exploração ilegal da floresta nativa**.
As ações estão em conformidade com o cumprimento da **normativa florestal em vigor** e visam **preservar os ecossistemas estratégicos** do território chaqueño.
Operações em Pampa del Infierno e Taco Pozo
**Apreensão de maquinaria pesada e confisco de madeira sem documentação**
A primeira operação ocorreu ao sul de **Pampa del Infierno**, onde os inspetores identificaram uma **intervenção florestal não autorizada** a 12 quilômetros da localidade. Foi confiscada uma **trator Caterpillar D8**, operada por um homem de 45 anos, residente em **Los Frentones**, juntamente com ferramentas utilizadas na atividade clandestina. Todo o material foi levado para o **depósito municipal**.

Horas depois, um segundo procedimento foi realizado ao norte de **Taco Pozo**, onde agentes interceptaram um **caminhão carregado com postes de quebracho colorado** sem documentação de respaldo. Tanto o veículo quanto a madeira foram colocados sob **custódia oficial**.
Greenpeace denuncia desmatamento ilegal em florestas nativas do Chaco
Mais de 167.000 hectares desmatados desde 2020, de acordo com **levantamentos por satélite**.
Em agosto, Greenpeace Argentina percorreu o **Impenetrable Chaqueño** e documentou **quatro desmatamentos ilegais** em propriedades próximas a **Taco Pozo**, ao **Parque Nacional Copo** e à **Reserva Provincial Loro Hablador**.
A organização denunciou que, entre **novembro de 2020 e julho de 2025**, foram desmatados **167.684 hectares**, uma área equivalente a **oito cidades de Buenos Aires**.
“O desmatamento é um ecocídio que causa a extinção de espécies, mudanças climáticas, inundações, secas, doenças e deslocamentos”, alertou **Noemí Cruz**, coordenadora da campanha de Florestas da Greenpeace.
Impacto sobre espécies em perigo e áreas protegidas
O avanço ilegal **ameaça a onça-pintada** e comunidades rurais.
Greenpeace adverte que os desmatamentos afetam o habitat de **menos de 20 onças-pintadas** que sobrevivem no **Gran Chaco Argentino**, inclusive em **zonas de amortecimento** que cercam áreas protegidas.
A organização apresentou em 2019 um **mandado de segurança perante a Suprema Corte de Justiça da Nação** contra as províncias de **Chaco, Santiago del Estero, Formosa e Salta**, e o **Estado Nacional**, por violarem a **Lei Nacional de Florestas Nativas**. O tribunal máximo declarou sua competência e aguarda-se seu veredicto.
Argentina e o compromisso de Desmatamento Zero
Apesar dos acordos internacionais, os desmatamentos continuam.
Embora a Argentina tenha assinado na **Cúpula Climática de Glasgow 2021** um compromisso de **Desmatamento Zero até 2030**, os índices de perda de floresta continuam sendo **alarmantes**.
A falta de **controles efetivos**, a **impunidade territorial** e a **ausência de penalidades contundentes** permitem que os desmatamentos ilegais persistam.



