Desmatamento na Amazônia colombiana diminui 25% durante o primeiro trimestre de 2024

O Ministério do Meio Ambiente relata uma tendência de queda no desmatamento na Amazônia e perda de floresta, destacando avanços na proteção do ecossistema mais importante do país.

O desmatamento na Amazônia colombiana experimentou uma redução de 25% durante os primeiros três meses de 2024, segundo os dados oficiais apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Este número representa um avanço significativo nas metas de conservação do Governo Nacional, consolidando uma tendência decrescente na destruição de camadas vegetais em pontos críticos do bioma amazônico em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A ministra do Meio Ambiente, Susana Muhamad, destacou que essa queda é o resultado de uma estratégia integral que combina o controle territorial com o fortalecimento dos acordos de conservação com as comunidades locais.

Os departamentos que historicamente registraram os maiores índices de corte e queima, como Caquetá, Guaviare e Meta, mostraram uma moderação na perda de hectares, o que sugere uma resposta positiva aos programas de incentivos por serviços ambientais.

Amazônia. Foto: National Geographic.
Amazônia. Foto: National Geographic.

Cai a taxa de desmatamento na Amazônia da Colômbia

Apesar do otimismo pelos resultados do primeiro trimestre, as autoridades ambientais mantêm uma vigilância constante. Foi identificado que fatores climáticos, como o fenômeno de El Niño, e variáveis de ordem pública continuam sendo desafios determinantes para a estabilidade desses números no restante do ano.

O governo enfatizou que a meta não é apenas reduzir o ritmo do corte, mas alcançar uma taxa de desmatamento líquida zero nas próximas décadas.

O relatório técnico sobre o desmatamento na Amazônia colombiana também destaca a importância da cooperação internacional e do financiamento de projetos sustentáveis que oferecem alternativas econômicas aos habitantes da região.

A transição para economias lícitas e respeitosas com o meio ambiente se perfila como a ferramenta mais eficaz para frear a expansão da fronteira agrícola e da pecuária extensiva, principais motores da degradação florestal.

Finalmente, o Ministério do Meio Ambiente fez um apelo para não baixar a guarda, lembrando que o período de seca costuma ser aproveitado para atividades ilícitas de apropriação de terras.

O monitoramento por satélite continuará sendo uma peça chave na identificação precoce de focos de calor e novas intervenções em zonas de reservas protegidas, com o objetivo de assegurar que o desmatamento na Amazônia colombiana mantenha sua trajetória descendente.

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