Nas costas do México, um enxame de efetivos navais luta diariamente contra a crescente invasão do sargaço na região conhecida como Costa Maya. Ao longo de 2026, mais de 7.897 toneladas desta macroalga foram removidas das praias de Mahahual e Xcalak, segundo informou a Secretaria da Marinha em um comunicado oficial.
Impacto do Sargaço nas Praias do México
A chegada maciça de sargaço em Quintana Roo foi classificada como um fenômeno atípico pelas autoridades. Este problema não é apenas sazonal, mas requer uma resposta constante de maquinário, barreiras e pessoal, em colaboração com empresários turísticos locais.
A operação de contenção abrange 2.200 metros de barreiras e a coordenação de diferentes entidades governamentais e comerciais. A Armada do México busca minimizar os efeitos do sargaço, impedindo que cubra toda a linha costeira e retirando rapidamente a alga que consegue alcançar a orla.
As praias de Mahahual e Xcalak estão no centro da problemática. A economia local, dependente do turismo e da pesca, sofre quando as águas são afetadas pelo sargaço, impactando negativamente na atividade econômica.
O mapa semáforo ambiental indica que 37 de 40 praias monitoradas apresentam um nível excessivo de sargaço, o que é alarmante para a indústria turística que deve recorrer a recursos próprios para complementar os esforços de limpeza.
Em alto mar, o sargaço oferece um habitat para diversas espécies marinhas, mas sua chegada maciça à costa se traduz em um problema ambiental e de saúde pública, segundo a NOAA. Ao se decompor, produz sulfeto de hidrogênio, que emite um odor desagradável e pode ser prejudicial para a saúde humana.
A situação se complica ainda mais devido ao fato de que no Atlântico, o sargaço atinge níveis recordes, transportado por correntes oceânicas que o depositam nas costas do Caribe e do sudeste da Flórida. Isso torna necessário um monitoramento contínuo e uma resposta rápida.
As barreiras flutuantes implementadas funcionam parcialmente, já que as condições marinhas podem superar sua capacidade, requerendo coleta manual. Este é um desafio logístico e financeiro para as comunidades afetadas, especialmente em áreas menos desenvolvidas.
A solução integral requer monitoramento por satélite, desvio do sargaço no mar e estratégias de coleta e processamento seguro em terra firme. A pesquisa para o uso do sargaço em produtos como fertilizantes está em curso, mas deve ser gerida cuidadosamente devido à presença de contaminantes na alga.
Em conclusão, o fenômeno não pode ser abordado de maneira isolada por cada município; requer uma ação regional coordenada e sustentada em dados científicos e colaboração internacional.



