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Entre Ríos multou proprietários rurais por queima ilegal em áreas úmidas: impacto ambiental e sanção econômica

A Secretaria de Meio Ambiente de Entre Ríos impôs uma multa de $496.140 aos proprietários de um estabelecimento rural no departamento de Victoria por realizar uma queima não autorizada em um ambiente de pântanos. A medida foi oficializada através da Resolução Nº 339/2026.

O fato foi constatado em 4 de dezembro de 2022 durante uma patrulha do Plano Provincial de Manejo do Fogo, que verificou a queima de três hectares de vegetação seca sem autorização nem controle.

Procedimento e fundamentos

As ações incluíram levantamento fotográfico e um relatório técnico que confirmou o impacto ambiental, embora sem danos a pessoas ou imóveis. Para fixar a multa foram avaliados:

  • Ausência de controle do fogo.
  • Risco potencial gerado.
  • Dano ambiental elevado por se tratar de um pântano.
  • Inexistência de antecedentes dos proprietários.

A resolução lembrou que a Lei Provincial Nº 9.868 e as Leis Nacionais Nº 26.562 e Nº 26.815 proíbem o uso do fogo em áreas rurais e florestais sem autorização expressa.

Os infratores deverão pagar a multa em um prazo de 10 dias, embora possam solicitar um plano de facilidades de pagamento dentro dos cinco dias úteis posteriores à notificação.

A Secretaria de Meio Ambiente sancionou com $496.140 um estabelecimento rural em Victoria por uma queima não autorizada de três hectares em pântanos.

Impacto ambiental das queimadas ilegais

As queimadas em pântanos, muitas vezes vinculadas à expansão agropecuária ou imobiliária, geram consequências críticas:

Dano ambiental e ecológico

  • Perda de biodiversidade: morte ou migração forçada de anfíbios, aves, répteis e mamíferos.
  • Toxicidade na água: liberação de sais e substâncias nocivas ao inundar o solo queimado.
  • Degradação do ecossistema: substituição de vegetação nativa por espécies invasoras e alteração de ciclos de nutrientes.

Impacto na saúde humana

  • Contaminação do ar: emissão de material particulado fino e gases tóxicos.
  • Afeições respiratórias e oculares: tosse, crises de asma, irritação ocular, especialmente em crianças e idosos.

Alteração climática

  • Emissão de gases de efeito estufa: liberação de CO₂ e metano.
  • Perda de sumidouros de carbono: os pântanos deixam de capturar carbono e filtrar água de maneira eficiente.

Dimensão social e legal

O caso evidencia a importância de aplicar sanções efetivas para desencorajar práticas ilegais que afetam ecossistemas frágeis.

A falta de defesa por parte dos proprietários reforça a necessidade de um controle estatal rigoroso e de políticas de prevenção que incluam educação ambiental e alternativas sustentáveis para o manejo de terras.

A multa em Victoria marca um precedente na defesa dos pântanos de Entre Ríos. Além da sanção econômica, o episódio sublinha a urgência de proteger esses ecossistemas chave frente à pressão de atividades produtivas.

A preservação dos pântanos é essencial para a biodiversidade, a saúde pública e a luta contra a mudança climática.

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