Por confirmarse a contaminação industrial, a Autoridade da Água (ADA) da província de Buenos Aires ordenou o fechamento total e preventivo do terreno da empresa Atanor em San Nicolás, confirmando um grave caso de contaminação às margens do Rio Paraná.
Esta medida drástica foi tomada após a confirmação das denúncias da comunidade local, do Fórum Ambiental (FOMEA) e da Greenpeace.
Atanor é a única produtora e formuladora de Atrazina no Mercosul; além disso, são sintetizados umectantes e formulados herbicidas à base de Ácido 2,4-D, Ácido 2,4-DB, Éster Etilhexílico do Ácido 2,4-D, Ésteres Butílicos de 2,4-DB, MCPA, Dicamba, Imazetapir, SMetolacloro, Fomesafen, Cletodim, e inseticidas.

Resultado de laboratório conclusivo confirmando a contaminação industrial
As análises de laboratório oficiais detectaram níveis elevados de herbicidas como glifosato, atrazina e o proibido clorpirifos, além de compostos tóxicos como fenóis e metais pesados, incluindo arsênico, chumbo e cromo.
Foi constatado que a Atanor estava despejando esses efluentes industriais através de um duto autorizado apenas para resíduos cloacais, violando a Lei Nacional de Resíduos Perigosos.
Este é mais um exemplo de “reiterados” casos de contaminação denunciados por moradores e organizações.
Como resultado deste fechamento por contaminação industrial, a empresa Atanor anunciou um processo de realocação de suas operações, porém gerou forte rejeição ao adiantar que planeja manter um centro logístico para produtos perigosos no mesmo terreno fechado.
Fabián Maggi, advogado dos moradores, foi enfático ao afirmar que a empresa “deve assumir o enorme passivo ambiental” gerado antes de qualquer mudança.
Atuação da Autoridade da Água
A Autoridade da Água já ordenou à Atanor o fechamento do duto industrial em um prazo de 24 horas e a apresentação de um cronograma para o desmantelamento da planta de tratamento de resíduos.
É importante ressaltar que Atanor já havia sido condenada em 2023 por contaminação e em março de 2024 sofreu a explosão de um reator.
Recentemente, em 9 de junho, foi detectado um novo despejo não autorizado de efluentes líquidos, lançados diretamente no terreno natural através de uma bomba clandestina.
Greenpeace alertou sobre a gravidade dessas práticas, apontando que a empresa “insiste em suas práticas ilegais, ignora as decisões judiciais e coloca em risco tanto o ambiente quanto a saúde pública.”
Os moradores e seus representantes legais são firmes em sua posição de não aceitar a instalação de um pólo logístico de agrotóxicos ao lado de um bairro e em frente a uma escola, classificando-o como “criminoso”.



