A decisão contra a caça furtiva é celebrada pela Administração de Parques Nacionais, o Tribunal Federal nº 1 de Formosa determinou hoje o processamento de um homem acusado de caçar uma onça-pintada, estabelecendo um novo precedente na luta pela proteção desta espécie em perigo crítico de extinção.
O caso teve início devido a um vídeo que o próprio acusado publicou em redes sociais, onde ele era visto perseguindo e caçando um macho de onça-pintada (Panthera onca) junto com outras pessoas. O incidente, segundo a investigação, teria ocorrido em 19 de dezembro de 2022 nas proximidades da cidade de Clorinda.
A decisão judicial e as provas coletadas
Em sua decisão, o tribunal considerou o acusado como “autor responsável pelo crime de caça de animais silvestres cuja captura é proibida, agravado pela participação de três ou mais pessoas”, um delito previsto e punido pelo artigo 25 da Lei 22.421.
A evidência que respalda o caso é contundente. Durante uma busca realizada em fevereiro deste ano na residência do acusado, a Polícia Federal Argentina apreendeu um arsenal de elementos de interesse probatório, incluindo:
- Diversas armas de fogo.
- Miras telescópicas e a laser.
- Munições de diferentes calibres e estojos vazios.
- Dispositivos eletrônicos.
- Uma pele de puma.

Um marco que se junta a um precedente histórico
Este veredicto se une a outra condena contra a caça furtiva, proferida em 15 de agosto pelo mesmo Tribunal, na qual três homens receberam dois anos de prisão efetiva e um quarto, dois anos de execução suspensa por delitos semelhantes. Ambos os casos são considerados marcos jurisprudenciais históricos na luta contra a caça furtiva na Argentina.
A proteção de uma espécie emblemática contra a caça furtiva
A onça-pintada encontra-se em perigo crítico de extinção em nosso país. Sua proteção é respaldada pela Lei Nacional de Conservação da Fauna nº 22.421 e foi declarada um Monumento Natural Nacional em 2001 pela Lei nº 25.463.
Além disso, a espécie conta com máxima proteção internacional no Apêndice I da Convenção CITES e é objeto da Estratégia Binacional de Conservação entre Argentina e Brasil.
Da Administração de Parques Nacionais, celebra-se este avanço judicial contra a caça furtiva, que não apenas sanciona um ato ilegal, mas reafirma a responsabilidade coletiva de proteger este felino emblemático do Gran Chaco, da Selva Paranaense e das Yungas.
A onça-pintada é um símbolo de nossa biodiversidade, e sua perda não é um dano isolado: afeta diretamente o equilíbrio e a saúde dos ecossistemas, bem como o patrimônio natural e cultural de toda a Nação. Protegê-lo é proteger o futuro e garantir um legado para as próximas gerações.



