No área de Meio Ambiente, a Subsecretaria de Meio Ambiente da Nação, sob a direção de Fernando Brom, enfrentará uma diminuição orçamentária em termos reais de quase 69% em comparação com os fundos de 2023.
A análise, proveniente do Monitor Ambiental de Orçamento da Fundación Ambiente y Recursos Naturales (FARN), expõe que o orçamento de 2025 para a Subsecretaria de Meio Ambiente da Nação, sob a responsabilidade de Fernando Brom, sofrerá uma contração real de quase 69% em relação ao ano de 2023.
Pelo segundo ano consecutivo, a administração nacional opera com um orçamento prorrogado do ano anterior, uma circunstância sem precedentes na Argentina que permite ao Governo alterar ou reduzir partidas sem a aprovação do Congresso. No panorama geral, o orçamento nacional total diminuiu 26,5% em termos reais entre 2023 e 2025.
Impacto desigual em áreas e fundos estratégicos na área de Meio Ambiente
De acordo com o relatório da FARN, nove em cada dez partidas orçamentárias para o setor ambiental evidenciam cortes em termos reais, que variam entre 28,1% e 83,2%. As áreas mais prejudicadas incluem:
- Administração de Parques Nacionais: Enfrenta uma redução real de 40,1%, o que coloca seu financiamento no nível mais baixo dos últimos cinco anos.
- Fundo Nacional para o Enriquecimento e Conservação de Florestas Nativas: Seus recursos são reduzidos em 77,8% em relação a 2023, um valor que descumpre os montantes mínimos estabelecidos pela Lei 26.331, sancionada em 2007.
- Serviço Nacional de Manejo de Incêndios: Receberá apenas dois terços dos fundos executados em 2023, o que se traduz em uma queda de 33,9%. Além disso, até agora em 2024, executou apenas 22% de seu orçamento, 81% menos que no mesmo período de 2023.
O estudo também aponta que os recursos destinados a energias renováveis e eficiência energética são 93 vezes menores do que os subsídios concedidos às empresas do setor de hidrocarbonetos.
Outras áreas afetadas são o Serviço Meteorológico Nacional, que perde 36,5% de seu orçamento real, e o Sistema de Áreas Marítimas Protegidas, cujo financiamento é reduzido em 28,1%.
Efeitos sobre as políticas ambientais e a sustentabilidade
Esta drástica diminuição orçamentária compromete seriamente a implementação de políticas estratégicas para a conservação, o manejo de florestas, a proteção dos parques nacionais e a capacidade de resposta a incêndios. Além disso, restringe os programas voltados para a transição energética e a mitigação das mudanças climáticas.
A FARN adverte que na área de Meio Ambiente, “sem os recursos necessários, torna-se difícil cumprir as leis ambientais vigentes e a sustentabilidade de projetos dependentes do financiamento estatal, colocando em risco tanto a biodiversidade quanto a adaptação às mudanças climáticas na Argentina”.




