Organizações ambientais apoiam suspensão do kartódromo em Puerto Iguazú devido a inviabilidade ambiental

Decidem suspender o kartódromo, com a recente resolução do Ministério de Ecologia e Recursos Naturais Renováveis de Misiones de rejeitar a viabilidade ambiental do projeto de kartódromo em Puerto Iguazú, devido ao seu impacto negativo no entorno, recebeu amplo apoio de diversas organizações ambientais.

As ONGs destacaram a medida por seu enfoque decidido na defesa dos ecossistemas missionários

Organizações de alcance internacional, como Greenpeace, e referências ambientais reconhecidas a nível mundial, sublinharam a importância de parar projetos que representem uma ameaça para áreas com uma biodiversidade tão rica como as que rodeiam Puerto Iguazú.

A partir dessas vozes, foi valorizada a decisão como um exemplo de gestão ambiental responsável, totalmente alinhada com os compromissos globais de conservação.

Além disso, destacaram que proteger esses territórios não é apenas fundamental a nível local, mas também contribui significativamente para a preservação de ecossistemas-chave em escala regional e mundial.

A decisão do ministério ambiental baseou-se em uma avaliação exaustiva dos impactos negativos que a atividade do kartódromo implicaria na região, especialmente pela sua proximidade com o Parque Provincial Puerto Península.

O relatório técnico detalhou uma série de riscoambientais, incluindo poluição sonora, luminosa, do ar, do solo e da água, fragmentação do habitat e um maior perigo de incêndios florestais sobre uma área protegida de alto valor ecológico.

Nesta área habitam espécies ameaçadas, como o onça-pintada (Panthera onca), declarado monumento natural da província, o que destaca a delicadeza do ecossistema.

Kartódromo Puerto Iguazú

Vozes que condenam o kartódromo e estão em defesa do ecossistema missionário

Diante deste cenário, Fernando Piesco, presidente da Fundação Dante Piesco e do Centro de Resgate Ohana, qualificou o projeto como um “atropelo ecológico“.

Expressou sua profunda preocupação pelos danos já causados em uma área crucial para a biodiversidade missionária: “Avançou-se sem estudo ou aprovação prévia em uma área onde se sabe que há presença de espécies extremamente importantes.

Pensar em instalar ali motores, ruído e circulação de pessoas é totalmente ilógico. Os animais teriam que se deslocar, não suportariam esse nível de perturbação”, alertou Piesco.

Do Ohana, também exigiram a reparação do dano ambiental: “Essa desflorestação tem que ser remediada, as pessoas responsáveis devem assumir a responsabilidade”, sublinhou.

É importante destacar que das 5 hectares que compreendiam o terreno em obra, o dano causado foi um pouco mais de uma hectare, o que representa um 22% da superfície afetada.

No mesmo sentido se pronunciou Agustín Paviolo, pesquisador do CONICET e coordenador do Projeto Onça-pintada, que considerou “acertada” a decisão do Ministério de Ecologia: “Para construir a pista foi desmatada uma área muito sensível junto a uma área protegida.

O funcionamento de um kartódromo ali poderia afetar seriamente a flora e fauna nativas. A não autorização é correta e esse tipo de infraestrutura deve procurar outros locais, longe de áreas com alto valor ecológico”, afirmou.

Além disso, Paviolo enfatizou a urgente necessidade de iniciar um processo de restauração ambiental: “O dano ecológico é considerável e embora a floresta possa regenerar-se, isso levará anos, mas é fundamental começar esse processo”, acrescentou.

Por sua vez, desde Aves Argentinas apontaram que, embora não estejam em desacordo com um empreendimento desse tipo na cidade, consideram que o local escolhido não é o adequado: “Esse terreno é uma área de amortecimento do Parque Provincial Puerto Península, com presença confirmada de muitas espécies de alto valor para a conservação”, enfatizaram.

Construção kartódromo em Puerto Iguazú
Área desmatada pela construção do kartódromo em Puerto Iguazú

Desde essa organização, que trabalha em articulação com diferentes municípios para promover o turismo e a produção sustentável, sustentam que o município de Puerto Iguazú deve “continuar promovendo iniciativas que se enquadrem nesse horizonte”.

O Refúgio de Animais Selvagens Güirá Oga (com sede em Puerto Iguazú) também expressou sua profunda preocupação diante do avanço do projeto do kartódromo, devido ao impacto negativo que esse tipo de atividade gera em uma área adjacente a uma região de tão <strong

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