Na localidade de Funes, província de Santa Fé, a Justiça ordenou o fechamento de um lixão clandestino. A medida foi resultado de uma investigação conjunta entre o Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática de Santa Fé e o Ministério Público da Acusação (MPA), após constatar reiteradas irregularidades desde 2019.
O procedimento incluiu buscas com participação da Polícia de Investigações (PDI) e o Órgão de Investigações do MPA. Dois homens vinculados à administração do terreno foram acusados.
Resolução judicial e medidas adotadas
Em junho, o Tribunal Unipessoal do Colégio de Juízes Penais de Primeira Instância do Distrito Judicial Nº 2 dispôs:
- Fechamento definitivo do lixão a céu aberto, localizado junto à Rota Provincial Nº 34-S.
- Intervenção dos bombeiros de Rosário e Funes para extinguir os focos de incêndio.
- Fechamento dos acessos ao terreno por parte da Prefeitura de Funes.
Essas ações buscam impedir a continuidade da atividade e garantir a segurança ambiental da área.
Declarações oficiais
O ministro do Meio Ambiente, Enrique Estévez, destacou que o destino declarado do terreno era “o uso e gozo da comunidade” e nunca foi autorizada a disposição de resíduos ali. Destacou a articulação com o MPA para fortalecer o controle ambiental e combater os lixões clandestinos que geram grave impacto ambiental e risco para a saúde pública.
Além disso, afirmou que essas intervenções fazem parte de uma política sustentada de fiscalização ambiental, prevenção e proteção dos recursos naturais, no âmbito da legislação vigente.
Antecedentes de irregularidades
Desde 2019, a Secretaria do Meio Ambiente constatou:
- Disposição final não autorizada de resíduos sólidos urbanos, industriais e perigosos.
- Entrada de caminhões basculantes da Prefeitura de Funes e operadores privados.
- Queima clandestina de resíduos.
- Movimentação de maquinário sem autorização.
Esses fatos evidenciam a persistência de práticas ilegais que afetam tanto o meio ambiente quanto a saúde da população.

Marco legal aplicável
A disposição e operação clandestina de resíduos constitui uma conduta sancionada pela legislação nacional e provincial.
Uma vez constatadas as infrações, cabe iniciar procedimentos sancionatórios previstos na Lei Provincial Nº 11.717 e sua normativa regulamentar, além de dar intervenção às autoridades judiciais competentes.
Impacto ambiental e social
Os lixões clandestinos geram múltiplas consequências:
- Contaminação do solo e da água por lixiviados e substâncias tóxicas.
- Risco sanitário por proliferação de pragas e emissão de gases nocivos.
- Degradação paisagística que afeta a qualidade de vida dos vizinhos.
- Perda de confiança institucional, ao evidenciar a falta de controle na gestão de resíduos.
O fechamento do terreno em Funes busca reverter esses impactos e estabelecer um precedente na luta contra a disposição ilegal de resíduos.
O caso de Funes reflete a importância da coordenação institucional e a aplicação rigorosa da normativa ambiental.
O fechamento definitivo do lixão clandestino não só protege os recursos naturais e a saúde pública, mas também reafirma o compromisso da província com uma gestão responsável dos resíduos.



