Começou o debate sobre a reforma e o ambiente será parte. A província de Santa Fé deu um passo transcendental em sua história institucional.
Nesta segunda-feira, a Convenção Reformadora da Constituição Provincial iniciou formalmente suas atividades, marcando o início de um processo que busca modernizar e atualizar a Carta Magna provincial.
Numa cerimônia realizada na sede da Legislatura, na capital santafesina, os 69 convencionais eleitos nas eleições de 13 de abril prestaram juramento, assumindo a responsabilidade de debater e definir o futuro normativo da província.
A convocação para esta reforma está amparada na Lei N.º 14.384, que declarou a imperiosa necessidade de atualizar a Constituição provincial, que está em vigor desde 1962.
A escolha dos responsáveis por conduzir essa tarefa fundamental foi feita em estrita conformidade com o estabelecido pela Lei N.º 14.152, garantindo a legitimidade do processo.

O ambiente será parte: um direito humano fundamental pendente
Este processo não é apenas uma oportunidade para a atualização institucional, mas também representa um momento histórico para saldar uma dívida crucial com as gerações presentes e futuras. O ambiente será parte: o de reconhecer explicitamente o direito a um ambiente saudável, equilibrado e sustentável como um direito humano fundamental no texto constitucional.
A deputada provincial Lionella Cattalini, uma das vozes mais ativas nesse assunto, compartilhou com o Noticias Ambientales uma profunda reflexão sobre esse desafio. “Durante muito tempo, o cuidado com o ambiente foi considerado uma questão secundária no desenho institucional de nossa província.
A Constituição de Santa Fé, em vigor desde 1962, mal menciona o ambiente, e o faz com um olhar principalmente focado no uso do solo para fins produtivos“, declarou Cattalini, apontando a obsolescência da visão atual.
A deputada enfatizou a urgência de adaptar a Constituição à realidade climática global e local. “Os rios e riachos não são mais os mesmos, os incêndios se repetem cada vez com mais frequência e as temperaturas aumentam.
Num mundo que muda a velocidade da emergência o ambiente será parte, falta-nos um texto constitucional que reconheça a mudança climática“, acrescentou, evidenciando a desconexão entre a legislação atual e os desafios ambientais contemporâneos.
O ambiente será parte com Lionella Cattalini
Cattalini também fez um apelo contundente para transformar a perspectiva sobre um recurso vital: a água.
“Devemos deixar para trás a visão da água como um recurso explorável e consagrá-la como um bem comum universal, protegido e gerido de forma pública, sustentável e equitativa.
Isso implica garantir acesso suficiente e seguro para todos, limitar a privatização, exigir eficiência hídrica. Porque sem água não há desenvolvimento, saúde, nem futuro.
A nova Constituição deve reconhecer o direito humano à água e ao saneamento como pilar essencial para a vida“, expressou, delineando uma visão progressista e fundamental para a província.
Com um olhar voltado para o futuro, Lionella Cattalini, que assumirá um papel central como a voz ambiental nos debates e propostas da reforma constitucional, concluiu sua comunicação com Noticias Ambientales com uma mensagem esperançosa.
“Hoje temos a possibilidade de que Santa Fé se torne a mais moderna das Constituições provinciais, capaz de abrir novas oportunidades e estabelecer as bases de um desenvolvimento sustentável, justo e equitativo.
Façamos desta reforma um ponto de partida para saldar dívidas históricas e, principalmente, para construir um futuro melhor para aqueles que estão e para aqueles que virão“.
Composição e funcionamento: a rota da Convenção, o ambiente será parte
A Convenção Constituinte é composta por um espectro diversificado de representações políticas, refletindo a pluralidade de Santa Fé.
A integração é distribuída da seguinte forma: 33 convencionais de Unidos para Cambiar Santa Fé, 12 de Más para Santa Fé, 10 de La Libertad Avanza, 7 de Somos Vida y Libertad, 4 de Activemos e 3 do Frente de la Esperanza.
A composição garante uma ampla gama de perspectivas nos debates
Os convencionais têm um prazo inicial de 40
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