Fórum Líderes da Reciclagem 2026: México acelera sua liderança em economia circular e reciclagem na América Latina

O Fórum Líderes da Reciclagem 2026 consolidou o México como um ator chave na transição para a economia circular na América Latina.

Representantes da ECOCE, PETSTAR, Arca Continental e do Tecnológico de Monterrey concordaram que a reciclagem deixou de ser uma tendência ambiental para se tornar uma estratégia estrutural de competitividade, investimento e desenvolvimento econômico.

A nova Lei Geral de Economia Circular foi apontada como o marco regulatório que impulsiona essa transformação, alinhando indústria, academia, governo e sociedade em um ecossistema integrado.

Do resíduo ao valor

Desde a ECOCE, Montserrat Ramírez destacou a evolução do sistema: de promover a reciclagem em um mercado incipiente a construir um ecossistema articulado de gestão e educação ambiental.

A diretora sublinhou que a nova legislação abre uma etapa de coordenação mais ampla, onde a corresponsabilidade cidadã será chave.

PETSTAR: infraestrutura e rastreabilidade

O modelo garrafa a garrafa da PETSTAR foi reconhecido como um dos mais avançados do mundo. Carlos Mendieta explicou que o sistema exigiu:

  • Investimentos superiores a 280 milhões de dólares.
  • Uma rede nacional de recuperação de embalagens.
  • Inclusão social de recuperadores e suas famílias.
  • Um sistema de rastreabilidade que certifica a resina reciclada a nível global.

Essa abordagem combina sustentabilidade ambiental com direitos humanos, garantindo condições dignas para quem participa na cadeia de reciclagem.

Arca Continental: circularidade como estratégia

David Moreno, gerente de sustentabilidade corporativa da Arca Continental, afirmou que a circularidade está integrada ao modelo de negócio, especialmente no design de embalagens.

Em 2025, a empresa alcançou uma média de 36% de resina reciclada em suas embalagens, demonstrando que a economia circular é um habilitador de valor e não uma restrição.

Líderes do Reciclagem
No Fórum Líderes da Reciclagem 2026, destacaram-se avanços em infraestrutura, rastreabilidade, inovação e corresponsabilidade cidadã.

Academia e inovação

O Tecnológico de Monterrey ressaltou o papel da pesquisa na transição para a circularidade. Jorge Membrillo explicou que o México passou de mitigar resíduos para um modelo regulado com responsabilidade estendida para produtores.

O Tec desenvolve sandboxes para testar tecnologias, políticas públicas e estratégias com inteligência artificial, incluindo bioplásticos e reciclagem química.

Principais desafios

O fórum identificou desafios que devem ser resolvidos para consolidar o modelo:

  • Separação na origem: fortalecer a corresponsabilidade cidadã desde os lares.
  • Consciência social: integrar recuperadores no sistema formal.
  • Inovação tecnológica: impulsionar bioplásticos, reciclagem química e laboratórios de teste.
  • Educação ambiental: fomentar hábitos de consumo responsáveis e sustentáveis.

Impacto social e humano

A reciclagem inclusiva foi destacada como um eixo central. Não se trata apenas de recuperar materiais, mas de reconhecer quem participa no processo e garantir que obtenham benefícios sociais e econômicos. Essa abordagem transforma a reciclagem em uma ferramenta de desenvolvimento humano além de ambiental.

O Fórum concluiu que o México avança para um ecossistema sólido de economia circular baseado em investimento, inovação, inclusão social e regulação progressiva.

O país se consolida como líder regional em reciclagem de PET e modelos de circularidade industrial, com um enfoque que combina competitividade econômica e responsabilidade ambiental.

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