Nos últimos dias, viralizou a notícia de que Egito proibiu os passeios de camelo nas Pirâmides de Gizé. Embora não exista um comunicado oficial que estabeleça uma proibição nacional, está em andamento um projeto de modernização integral do complexo arqueológico, que busca transformar a experiência turística e garantir o bem-estar animal.
A medida responde a denúncias de maus-tratos a animais e faz parte de uma estratégia mais ampla que inclui transporte elétrico, novos acessos e serviços modernos para visitantes.
Renovação da Meseta de Gizé
O projeto começou em 2024 e se consolidou em 2025, com ações como:
- Novo acesso pela estrada de Fayoum.
- Sistema de 45 ônibus elétricos para transportar turistas.
- Venda digital de ingressos.
- Centro para visitantes com serviços modernos.
- Reorganização dos percursos para reduzir congestionamento e proteger o patrimônio histórico.
A iniciativa busca redefinir o que os visitantes esperam de Gizé, combinando inovação, conservação e sustentabilidade.
Bem-estar animal no centro do debate
Um dos anúncios mais relevantes foi a aliança entre Orascom Pyramids for Entertainment (OPE) e The Brooke Hospital for Animals, organização reconhecida mundialmente pelo cuidado de animais de trabalho.
O convênio inclui:
- Atendimento veterinário periódico.
- Programas de vacinação e tratamentos preventivos.
- Campanhas de conscientização para proprietários.
- Capacitação para cuidadores.
- Instalação de novos pontos de água em todo o sítio arqueológico.
“O bem-estar animal é inseparável da experiência do visitante”, afirmou Amr Gazzarin, presidente da OPE. Por sua vez, Sherif Foda, do Brooke Hospital, destacou que o objetivo é converter Gizé em um modelo mundial de turismo humano e sustentável.

Reações mistas
Nem todos receberam bem a mudança. Proprietários de cavalos e camelos realizaram manifestações, argumentando que as novas rotas reduzem suas oportunidades de trabalho e afetam sua principal fonte de renda.
Ainda assim, as autoridades mantêm o projeto como parte de uma estratégia de longo prazo para modernizar o complexo, melhorar a conservação do patrimônio e preparar o sítio para um maior fluxo de visitantes.
Além dos camelos: um turismo responsável
A transformação de Gizé reflete uma tendência global em direção ao turismo sustentável. A incorporação de transporte elétrico, serviços digitais e programas de bem-estar animal busca equilibrar três dimensões:
- Conservação do patrimônio histórico.
- Experiência moderna para os visitantes.
- Proteção dos animais que ainda trabalham na área.
Mais do que uma proibição isolada, a mudança em Gizé faz parte de um projeto ambicioso para modernizar um dos monumentos mais emblemáticos do mundo.
A aposta pela sustentabilidade e o bem-estar animal transforma as Pirâmides em um referencial de turismo responsável, onde pessoas, animais e patrimônio histórico têm a mesma importância.



