Polêmica sobre os benefícios fiscais para áreas de caça por até 20 anos na província de Entre Ríos.

A recente inclusão dos serviços de pesca e caça esportiva no **Regime de Incentivos a Novos Investimentos** gerou fortes **questionamentos ambientais**. A **[normativa](https://noticiasambientales.com/medio-ambiente/entre-rios-bajo-la-lupa-polemica-por-la-promocion-y-los-beneficios-fiscales-para-los-cotos-de-caza-en-la-provincia/)** permite que essas atividades tenham acesso a isenções fiscais e benefícios energéticos por um período de 15 anos, prorrogáveis até 20.

Conforme estabelecido, os empreendimentos deste setor poderão receber reembolsos, ficar isentos de regimes de retenção e não pagar tributos como Imposto de Renda, Automotor e Imobiliário. Com essas facilidades, o setor da **caça esportiva** é equiparado a outros investimentos considerados estratégicos para o desenvolvimento provincial.

A medida, no entanto, gera preocupação em **[organizações ambientalistas](https://www.instagram.com/ceydas.entrerios/)** que veem nesta decisão um incentivo direto para a expansão dos **cotos de caça**. Estes espaços, que já foram questionados pelo impacto que geram sobre **espécies autóctones e ecossistemas**, agora contam com um enquadramento legal que reforça sua presença.

O cerne da polêmica reside no fato de que, enquanto aumentam as demandas por uma **maior proteção da fauna selvagem**, a gestão provincial opta por promover atividades que a colocam em risco. De fato, existem precedentes recentes de autorizações de **caça de aves autóctones** que provocaram críticas e ações judiciais.

![Cotos de caza](https://storage.googleapis.com/media-cloud-na/2025/09/coto-de-caza-300×200.jpg.webp)
## Uma decisão que gerou polêmica
O fornecimento de benefícios fiscais a essas atividades cria, portanto, um cenário contraditório. Enquanto crescem as urgências para restaurar **ecossistemas degradados** e proteger a fauna em perigo, destinam-se recursos e isenções a práticas que agravam o problema.

Os especialistas afirmam que existem **alternativas mais sustentáveis** para impulsionar o turismo e o investimento local. O **ecoturismo**, a observação de aves e a caminhada são atividades de baixo impacto ambiental que podem gerar receitas, empregos e, ao mesmo tempo, fortalecer a **consciência ecológica**.

Num contexto de **crise climática** e **perda acelerada de biodiversidade**, a decisão provincial representa um retrocesso em termos de **política ambiental**. Promover a caça com benefícios fiscais não apenas impacta a fauna, mas também envia uma mensagem contrária aos compromissos globais de **conservação** e sustentabilidade.

![Un cazador furtivo en Río Negro llevaba más de 300 kilos de carne.](https://storage.googleapis.com/media-cloud-na/2024/09/FyONYbJE-cotos-de-caza-en-Santa-Fe-300×236.jpg)
## As desvantagens dos cotos de caça
Os **[cotos de caça](https://noticiasambientales.com/compromiso-ambiental/ongs-piden-el-acceso-a-la-informacion-publica-de-los-cotos-de-caza-en-santa-fe/)** costumam ser apresentados como espaços de recreação e geradores de receitas turísticas, mas do ponto de vista ecológico mostram graves desvantagens. Uma das mais relevantes é a pressão direta sobre espécies selvagens, muitas delas fundamentais para o equilíbrio dos **ecossistemas**. A eliminação de aves e mamíferos altera as cadeias tróficas e afeta a **regeneração natural dos ambientes**.

Outro aspecto crítico é a introdução de espécies exóticas para caça. Muitos cotos recorrem à criação ou soltura de animais não nativos que acabam competindo com a fauna local, transmitindo doenças ou gerando pragas difíceis de controlar. Isso aumenta a **perda de biodiversidade** e ameaça a resiliência dos **ecossistemas**.

Além disso, há o impacto social e ético. A caça esportiva levanta questões sobre o valor atribuído à **vida selvagem**, reduzida a um recurso recreativo. Essa lógica contrasta com os esforços globais para promover o **turismo de natureza responsável**, que busca desfrutar da biodiversidade sem prejudicá-la.

Ainda, os cotos costumam restringir o acesso a territórios naturais, transformando-os em espaços privados nos quais a **flora e fauna** estão sujeitas a um uso comercial. Isso reduz as possibilidades de conservação comunitária e desestimula projetos de **manejo sustentável** que poderiam beneficiar um público mais amplo.

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